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Sexta Selvagem: Caramujo-Pião-Morango

por Piter Kehoma Boll

Olhe para essa coisa:

É tão lindamente vermelha como um morango que sinto minha boca salivar e um desejo de mordê-la. Mas em vez de uma fruta doce e suculenta como um morango, é uma concha salgada e dura da espécie Clanculus puniceus, que possui o nome comum apropriado de caramujo-pião-morango.

Esta espécie é encontrada no Oceano Índico ao longo da costa leste da África, do Mar Vermelho ao Cabo Agulhas, incluindo ilhas próximas como Madagascar e as Mascarenas. Ela pertence à família Trochidae, comumente chamados de concha-pião ou caramujo-pião porque a concha lembra o brinquedo com esse nome.

Caramujo-pião-morango na África do Sul. Foto do usuário jaheymans do iNaturalist.*

A concha do caramujo-pião-morango mede, no adulto, pelo menos 15 mm de diâmetro, atingindo até 23 mm, e possui uma linda cor vermelha, causada por uroporfirinas, que varia de vermelho-alaranjado a carmesim. A espiral da concha, quando vista de cima, possui uma linha formada por pontos pretos, causados por melanina, intercalados por dois ou três pontos brancos. Quando vista de baixo, há duas linhas adicionais com esse padrão que correm lado a lado perto da abertura da concha.

A concha vista de vários ângulos. Foto de H. Zell.**

Como de costume entre caramujos-piões, o caramujo-pião-morango vive nas zonas entre-marés e sublitoral e se alimenta de algas que raspa das rochas usando sua língua dentada (a rádula). Eles são dioicos, isto é, há indivíduos machos e fêmeas, como de costume entre caramujos marinhos, mas não existe dimorfismo sexual.

Devido à sua beleza, a concha do caramujo-pião-morango é altamente desejada por colecionadores de conchas. Contudo pouco se sabe sobre a história natural desta espécie em particular. Eu nem mesmo consegui encontrar uma fotografia na qual o caramujo em si é visível.

Esta foi a única fotografia que encontrei em que a parte mole do corpo de um caramujo do gênero Clanculus é visível. A espécie, de Taiwan, não foi identificada. Foto de Cheng Te Hsu.***

Se você trabalha com esta espécie ou pelo menos possui uma fotografia de um espécime vivo mostrando o caramujo dentro da concha, por favor, compartilhe! Precisamos de mais informação disponível sobre as maravilhosas criaturas que compartilham este planeta conosco.

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Mais caramujos marinhos:

Sexta Selvagem: Lapa-Ornada (em 3 de maio de 2019)

Sexta Selvagem: Cone-Tulipa (em 29 de dezembro de 2017)

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Referências:

Herbert DG (1993) Revision of the Trochinae, tribe Trochini (Gastropoda: Trochidae) of southern Africa. Annals of the Natal Museum 34(2): 239–308.

Wikipedia. Trochidae. Available at < https://en.wikipedia.org/wiki/Trochidae >. Access on 29 July 2019.

Williams ST, Ito S, Wakamatsu K, Goral T, Edwards NP, Wogelius RA, Henkel T, Oliveira LFC, Maia LF, Strekopytov S, Jeffries T, Speiser DI, Marsden JT (2016) Identification of Shell Colour Pigments in Marine Snails Clanculus pharaonius and Cmargaritarius (Trochoidea; Gastropoda). PLoS ONE 11(7): e0156664. doi: 10.1371/journal.pone.0156664

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*Creative Commons License Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons de Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional

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Sexta Selvagem: Lapa-Ornada

por Piter Kehoma Boll

Gastrópodes são a classe de animais mais rica em espécies na Terra depois dos insetos, mas faz muito tempo desde que apresentei o último. Então hoje vou trazer um da costa da Nova Zelândia, a lapa-ornada Cellana ornata.

Duas lapas-ornadas na costa de Northland, Nova Zelândia. Foto do usuário pedromalpha do iNaturalist.*

Seu corpo em forma de cone, como na maioria das lapas, possui um padrão característico que pode ser usado para reconhecê-la. Há uma série de cristas elevadas correndo do centro escuro em direção às margens da concha. Geralmente há onze delas e elas possuem um tom alaranjado, às vezes muito intenso, quase vermelho ou marrom, e às vezes bem fraco, quase branco. A região entre as cristas é mais escura, geralmente preta, e possui uma fileira de nódulos correndo paralela às cristas, às vezes com uma fileira de nódulos adicionais menores de cada lado. O padrão pode ser obscurecido por organismos crescendo na concha, especialmente algas e cracas.

Uma lapa-ornada coberta de cracas. Foto do usuário pedromalpha do iNaturalist.*

Como de costume entre lapas, a lapa-ornada vive na zona entremarés na superfície de rochas. Ela se alimenta de algas crescendo no substrato, raspando-as da rocha usando sua rádula, a língua dentada dos gastrópodes. Quando as ondas estão batendo nas rochas ou a rocha é exposta ao sol e está secando, a lapa-ornada baixa a concha contra o substrato e se mantém firmemente presa usando seu pé poderoso. Somente quando as condições são ideais, isto é, quando a rocha esta está molhada e sem ondas fortes, é que a lapa-ornada se desloca.

Um belo espécime da lapa-ornada na Ilha Stweart. Foto do usuário naturewatchwidow do iNaturalist.**

A lapa-ornada vive cerca de dois anos e sua reprodução acontece durante o verão, por volta de fevereiro, o que significa que cada indivíduo reproduz no máximo duas vezes antes de morrer. Condições ambientais provavelmente afetam a longevidade, porque espécimes vivendo em rochas menos expostas possuem um metabolismo mais elevado que aqueles habitando um substrato que está constantemente sujeito à dessecação e que os força a ficaram inativos por longos períodos.

Comparada a outras espécies proximamente relacionadas, a lapa-ornada possui uma vida curta e poucos eventos reprodutivos. Mesmo assim, ela ainda é uma espécie comum pela Nova Zelândia, tendo desenvolvido uma fecundidade elevada que a permite proliferar.

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Referências:

Dunmore RA, Schiel DR (2000) Reproduction of the intertidal limpet Cellana ornata in southern New Zealand. New Zealand Journal of Marine and Freshwater Research 34(4): 653–660. doi: 10.1080/00288330.2000.9516966

Smith SL (1975) Physiological ecology of the limpet Cellana ornata (Dillwyn). New Zealand Journal of Marine and Freshwater Research 9(3): 395–402. doi: 10.1080/00288330.1975.9515575

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Sexta Selvagem: Polvo-azul-anelado-maior

por Piter Kehoma Boll

Águas tropicais estão sempre transbordando de diversidade, portanto é difícil ficar longe delas. A Sexta Selvagem de hoje traz mais uma criatura das águas oceânicas tropicais, mais precisamente das águas indo-pacíficas. Sendo encontrado do Sri Lanka até as Filipinas, o Japão e a Austrália, nosso camarada de hoje é chamado Hapalochlaena lunulata e popularmente conhecido como o polvo-azul-anelado-maior.

Esse polvo adorável é muito pequeno, medindo apenas 10 cm, incluindo os braços. Ele, no entanto, chama a atenção facilmente porque seu corpo de cor esbranquiçada a amarelo-escura é coberto por cerca de 60 anéis que apresentam uma bela cor azul-elétrica com um contorno preto. Como na maioria dos polvos, a cor pode mudar de acordo com as necessidades do animal de forma a torná-lo mais ou menos visível.

Um espécime do polvo-azul-anelado-maior na Indonésia. Foto de Jens Petersen.*

Esse adorável padrão de coloração, que pode parecer atraente para nós, humanos, é, no entanto, um sinal de advertência. O polvo-azul-anelado-maior é uma criatura peçonhenta e pode até mesmo matar um ser humano caso se sinta ameaçado. Como outros polvos, ele é um predador e se alimenta principalmente de crustáceos e bivalves e os imobiliza om uma toxina antes do consumo. Essa, porém, é uma toxina fraca. O perigo real está em seu comportamento defensivo.

Quando ameaçado, o polvo-azul-anelado-maior geralmente começa com uma sinalização de alerta onde dispara seus anéis em cores fortes. Se isso não for o suficiente para fazer a criatura que o ameaça recuar, ele ataca e morde seu molestador. A mordida geralmente é indolor, mas mortal. O veneno injetado não é nada mais nada menos que a infame tetrodotoxina, a mesma coisa que faz o baiacu um alimento perigoso. Como você talvez saiba, a tetrodotoxina é uma neurotoxina potente que mata entre alguns minutos a algumas horas ao bloquear o potencial de ação nas células, levando à paralisia e morte por asfixia. No polvo-azul-anelado-maior, a tetrodotoxina é produzida por bactérias que vivem em suas glândulas salivares.

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Um polvo-azul-anelado-maior nadando. Foto de Elias Levy.**

Um estudo analisando o comportamento sexual do polvo-azul-anelado-maior demonstrou que o acasalamento ocorre em encontros tanto de machos com fêmeas quanto de machos com machos. O ritual de acasalamento dos polvos consiste no macho inserindo o hectocótilo, um braço especializado para entregar esperma, no manto da fêmea. Em casais macho-macho, um dos machos sempre punha seu hectocótilo no manto do outro macho e não houve tentativas do macho receptivo de evitar o ato. A única diferença entre machos copulando com fêmeas ou com outros machos é que eles apenas entregavam o esperma para fêmeas e nunca para machos. O que podemos concluir disso? Teriam os polvos encontrado uma forma eficiente de serem bissexuais para se divertirem com outros machos e ainda manterem o esperma para dá-lo a fêmeas?

A diversidade da vida sempre nos fascina!

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Referências:

Cheng, M. W.; Caldwell, R. L. (2000) Sex identification and mating in the blue-ringed octopus, Hapalochlaena lunulataAnimal Behavior 60: 27-33. DOI: 10.1006/anbe.2000.1447

Mäthger, L. M.; Bell, G. R. R.; Kuzirian, A. M.; Allen, J. J.; Hanlon, R. T. (2012) How does the blue-ringed octopus (Hapalochlaena lunulata) flash its blue rings? Journal of Experimental Biology 215: 3752-3757. DOI: 10.1242/jeb.076869

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Sexta Selvagem: Cone-Tulipa

por Piter Kehoma Boll

O ano já quase terminou, mas se você tocasse a espécie da Sexta Selvagem de hoje, ele terminaria agora mesmo e sem um ano novo depois dele.

Vivendo ao longo das costas do Oceano Índico, incluindo África Oriental, Madagascar, Índia, Australia Ocidental e vários arquipélagos como as Mascarenas e as Filipinas, nosso camarada, Conus tulipa, é popularmente conhecido como o cone-tulipa. Apesar do belo nome, contudo, ele não é uma espécie legal de se ter por perto.

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Um espécie vivo de Conus tulipa na ilha Reunião, nas Mascarenas. Foto de Philippe Bourjon.*

O cone-tulipa é uma espécie do gênero Conus, formado por caramujos marinhos predadores que se alimentam de uma variedade de animais, tais como peixes, vermes e outros moluscos. Eles capturam a presa ferroando-a com um arpão venenoso que é feito de um dente modificado de sua rádula (língua). Os arpões são armazenados em um saco e disparados em presas próximas. Como muitas espécies se alimentam de presas rápidas, como peixes, o veneno é muito poderoso, podendo matar o alvo em poucos segundos. Em algumas espécies, incluindo o cone-tulipa, esse veneno poderoso é forte o bastante para matar um ser humano adulto.

Como acontece com outras espécies peçonhentas, no entanto, nem tudo é ruim. Várias toxinas diferentes e outros componentes foram recentemente isolados do veneno do cone-tulipa, muitos dos quais podem eventualmente ser usados para desenvolver novos medicamentos.

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Referências:

Alonso, D.; Khalil, Z.; Satkunanthan, N.; Livett, B. G. (2003) Drugs From the Sea: Conotoxins as Drug Leads for Neuropathic Pain and Other Neurological Conditions. Mini Reviews in Medicinal Chemistry3: 785–787.

Dutertre, S.; Croker, D.; Daly, N. L., Anderson, Å,.; Muttenhaler, M.; Lumsden, N. G.; Craik, D. J.; Alewood, P. F.; Guillon, G.; Lewis, R. J. (2008) Conopressin-T from Conus tulipa reveals an anatagonist switch in vasopressin-like peptides. Journal of Biological Chemistry283, 7100–7108.

Hill, J. M.; Alewood, P. F.; Craik, D. J. (2000) Conotoxin TVIIA, a novel peptide from the venom of Conus tulipa. The FEBS Journal, 267 (15): 4649–4657.

Wikipedia. Conus tulipa. Disponível em < https://en.wikipedia.org/wiki/Conus_tulipa >. Acesso em 28 de dezembro de 2017.

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Sexta Selvagem: Mexilhão-Marrom

por Piter Kehoma Boll

Até agora, os moluscos apresentados aqui incluíram um quíton, um cefalópode e dois gastrópodes. Então é hora de trazer um bivalve. E o que seria melhor do que mostrar um molusco comum do oceano Atlântico Sul?

Vivendo em praias rochosas em torno da América do Sul e da África, nosso camarada é chamado de Perna perna, ou mexilhão-marrom. Nos lugares em que vive, ele pode ser encontrado em grandes concentrações, às vezes cobrindo grandes áreas de rochas. Ele geralmente mede cerca de 90 mm de comprimento, mas alguns espécimes maiores podem chegar a até 120 mm. O aumento de área superficial nas rochas em que eles ocupam atrai outras espécies marinhas que vivem em rochas, como cracas, lepas, caramujos e algas.

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Alguns espécimes de Perna perna crescendo sobre uma ostra na África do Sul. Foto de Bernadette Hubbart.

O mexilhão-marrom é um filtrador, como a maioria dos bivalves, alimentando-se de matéria orgânica suspensa na água, bem como de pequenos microrganismos, como fitoplâncton e zooplâncton. Como presa, eles são comidos por uma variedade de animais, tais como aves marinhas, crustáceos e moluscos. Humanos também o consomem tanto na América do Sul quanto na África. Sua ingestão, contudo, precisa ser cautelosa, pois ele pode conter toxinas de dinoflagelados que ingeriu, bem como metais pesados de poluentes da água.

Espalhado pelo mundo por humanos ao se prender a barcos, o mexilhão-marrom se tornou invasor em outras partes, especialmente no Golfo do México, e continua a aumentar sua área ocupada. Isso pode ter efeitos deletérios tanto ecológica quanto economicamente, já que ele pode remover espécies nativas e também causar dano a equipamentos humanos. Ele é, portanto, mais uma espécie que se tornou um problema por causa de nós, humanos. E o dano não vai ser facilmente reparado.

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Referências:

Ferreira, A. G.; Machado, A. L. S.; Zalmon, I. R. (2004) Temporal and spatial variation on heavy metal concentrations in the bivalve Perna perna(LINNAEUS, 1758) on the northern coast of Rio de Janeiro State, Brazil. Brazilian Archives of Biology and Technology 47(2): 319–327. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-89132004000200020

Holland, B. S. (2001) Invasion without a bottleneck: microsatellite variation in natural and invasive populations of the brown mussel Perna perna (L). Marine Biotechnology 3, 407–415. https://dx.doi.org/10.1007/s1012601-0060-Z

Wikipedia. Perna perna. Disponível em: < https://en.wikipedia.org/wiki/Perna_perna >. Acesso em 21 de outubro de 2017.

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Sexta Selvagem: Dragão-azul

por Piter Kehoma Boll

A segunda espécie de hoje é um terrível mas lindo predador da caravela-portuguesa, o dragão-azul Glaucus atlanticus que é, na minha opinião, uma das mais belas criaturas marinhas.

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Não é uma criatura magnífica? Photo de Sylke Rohrlach.*

Também conhecido como glauco-azul ou lesma-marinha-azul, entre muitos outros nomes, o dragão-azul é uma pequena lesma marinha que mede até 3 cm de comprimento quando adulto. Esta espécie é pelágica, o que significa que vive no oceano aberto, nem perto do fundo nem perto da costa. Apesar de ser encontrado em todos os três oceanos, evidências genéticas indicam que as populações do Atlântico, do Pacífico e do Índico divergiram mais de um milhão de anos atrás.

O dragão-azul possui um saco preenchido de gás no estômago que o faz flutuar de cabeça para baixo na água, de forma que seu lado ventral fica para cima. A larga faixa bordeada de azul ao longo do corpo, como vista na imagem acima, é o pé da lesma. Seu lado dorsal, que fica virado para baixo, é completamente branco ou cinza-claro.

Sendo uma espécie carnívora, o dragão-azul se alimenta de várias espécies de cnidários, especialmente da caravela-portuguesa. Ele geralmente coleta os cnidócitos (as células urticantes) da presa e as põe no próprio corpo, de forma que ele se torna não urticante ou até mais do que sua presa. Se você encontrar um caído na praia, tenha cuidado.

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Referências:

Churchull, C. K. C.; Valdés, Á.; Foighil, D. Ó (2014) Afro-Eurasia and the Americas present barriers to gene flow for the cosmopolitan neustonic nudibranch Glaucus atlanticus. Marine Biology, 161(4): 899-910.

Wikipedia. Glaucus atlanticus. Disponível em < https://en.wikipedia.org/wiki/Glaucus_atlanticus >. Acesso em 18 de junho de 2017.

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Sexta Selvagem: Sepíola-Beija-Flor

por Piter Kehoma Boll

Se você estiver cavando através da areia do fundo das claras águas tropicais em torno da Indonésia e das Filipinas, você pode acabar encontrando uma criaturinha multicolorida, a sepíola-beija-flor, Euprymna berryi, também conhecida como sepíola de Berry.

Euprymna_berryi

Um belo espécime fotografado no Timor Leste. Foto de Nick Hobgood.*

Medindo cerca de 3 cm de macho ou 5 cm se fêmea, a sepíola-beija-flor é aparentada às sépias verdadeiras e mais distantemente às lulas. Seu corpo possui uma pele translúcida marcada por muitos cromatóforos, e para o olho humano o animal parece ter um padrão de cor formado por uma mistura de pontos pretos, azul-elétricos e verdes ou roxos.

Durante o dia, a sepíola-beija-flor permanece a maior parte do seu tempo enterrada na areia, saindo à noite para capturar pequenos crustáceos, os quais caça usando um órgão bioluminescente em sua cavidade branquial.

Em algumas áreas em torno de sua distribuição, a sepíola-beija-flor é capturada e vendida em pequenas peixarias, mas como os dados sobre sua distribuição e dinâmica populacional são muito pouco conhecidos, não há como dizer se ela por acaso é uma espécie vulnerável ou em perigo. Como resultado, ela está listada como deficiente em dados na Lista Vermelha da IUCN.

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Referências:

Barratt, I., & Allcock, L. (2012). Euprymna berryi The IUCN Red List of Threatened Species DOI: 10.2305/IUCN.UK.2012-1.RLTS.T162599A925343.en

Wikipedia. Euprymna berryi. Available at <https://en.wikipedia.org/wiki/Euprymna_berryi&gt;. Access on March 8, 2017.

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