Arquivo da categoria: Fungos

Sexta Selvagem: Morela-Amarela

por Piter Kehoma Boll

É hora do próximo fungo, e dessa vez é um delicioso, ou pelo menos imagino que seja, já que eu nunca o comi. Cientificamente conhecido como Morchella esculenta, eu não sei se ele possui nomes populares em português que não sejam adaptações de outras línguas, então decidi usar o nome morela-amarela, tradução e adaptação do inglês yellow morel. O nome também pode aparecer como morquela ou morel.

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Um corpo de frutificação da morela-amarela na França. Foto de Henk Monster.*

Comum na América do Norte e na Europa, bem como em partes da Ásia, especialmente em áreas de floresta, a morela-amarela é um fungo comestível popular do filo Ascomycota, então não é parente próxima dos cogumelos comuns, mas é um parente das trufas, por exemplo.

Morelas geralmente são fáceis de reconhecer devido à sua aparência peculiar. Aparecendo durante a primavera, seu corpo de frutificação é mais ou menos oval na forma, sendo coberto de depressões e cristas irregulares, e é oco.

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Uma morela aberta mostrando sua “ocidade”. Foto do usuário ooAmanitaoo da Wikimedia.*

Apesar de ser um dos cogumelos mais caros, as morelas podem causar alguns efeitos indesejáveis, como problemas gastrointestinais, se comidas cruas ou muito velhas. Assim, recomenda-se comer cogumelos jovens e ao menos escaldá-los antes do consumo. Como eles são ocos, é comum comê-los recheados com vegetais ou carne.

Estudos farmacológicos e bioquímicos revelaram que a morela-amarela possui muitas propriedades saudáveis, tal como a presença de antioxidantes, e substâncias que estimulam o sistema imunológico, bem como propriedades anti-inflamatórias e antitumor. É certamente um alimento que vale a pena incluir na dieta, pena que ele tende a ser tão caro…

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Referências:

Duncan, C. J. G.; Pugh, N.; Pasco, D. S.; Ross, S. A. (2002) Isolation of galactomannan that enhances macrophage activation from the edible fungs Morchella esculentaJournal of Agricultural and Food Chemistry, 50(20): 5683–5695. DOI: 10.1021/jf020267c

Mau, J.-L.; Chang, C.-N.; Huang, S.-J.; Chen, C.-C. (2004) Antioxidant properties of methanolic extracts from Grifola frondosa, Morchella esculenta and Termitomyces albuminosus mycelia. Food Chemistry, 87(1): 111-118.
https://doi.org/10.1016/j.foodchem.2003.10.026

Nitha, B.; Meera, C. R.; Janardhanan, K. K. (2007) Anti-inflammatory and antitumour activities of cultured mycelium of morel mushroom, Morchella esculentaCurrent Science, 92(2): 235–239.

Wikipedia. Morchella esculenta. Disponível em < https://en.wikipedia.org/wiki/Morchella_esculenta >. Acesso em 31 de outubro de 2017.

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Sexta Selvagem: Mancha-marrom-do-milho

por Piter Kehoma Boll

Hoje continuarei a tendência parasita da semana passada, mas dessa vez trocando de um parasita de humanos para um parasita do milho, e de um parasita procarionte para um eucarionte. Então vamos falar de Physoderma maydis, comumente chamado de mancha-marrom-do-milho.

A mancha-marrom-do-milho é um fungo da divisão Blastocladiomycota que infecta as plantas do milho. Seu nome comum vem do fato de causar uma série de manchas marrons nas folhas das plantas infectadas.

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As manchas marrons vistas nesta folha de milho são devido a uma infecção por Physoderma maydis. Créditos da foto a Clemson University – USDA Comparative Extension Slide Series.*

O ciclo de vida da mancha-marrom-do-milho é tão complexo quanto o de muitos fungos. A infecção das plantas ocorre através de esporos que ficam no solo durante o inverno e são carregados para o hospedeiro pelo vento, germinando na estação chuvosa. Os esporos germinados produzem zoósporos, esporos flagelados capazes de nadar. Nadando através da folha de milho, os zoósporos infectam células isoladas e produzem zoosporângios na superfície da folha. Os zoosporângios liberam novos zoósporos que infectam novas células. No final da primavera e no versão, os zoósporos produzem um falo que cresce para dentro da folha do milho, infectando muitas células e produzindo esporângios de parede espessa. Depois que a planta morre e as folhas se tornam secas e quebram, os esporângios são liberados e atingem o solo, onde esperam pela próxima primavera para reiniciar o ciclo.

A mancha-marrom-do-milho é considerada um problema para plantações de milho em países com pluviosidade alta. Infecções graves podem matar a planta ou reduzir severamente seu desempenho antes de as espigas estarem prontas para a colheita. Apesar de fungicidas ajudarem a reduzir a infecção através das plantações, uma das formas mais eficientes de reduzir os danos é destruindo, geralmente com fogo, os restos da colheita anterior.

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Referências:

Olson, L. W.; Lange, L. (1978) The meiospore of Physoderma maydis. The causal agent of Physoderma disease of maize. Protoplasma 97: 275–290. https://dx.doi.org/10.1007/BF01276699

Plantwise Knowledge Bank. Brown spot of corn (Physoderma maydis). Available at: < http://www.plantwise.org/KnowledgeBank/Datasheet.aspx?dsid=40770&gt;. Access on Agust 7, 2017.

Robertson, A. E. (2015) Physoderma brown spot and stalk rot. Integrated Crop Management News: 679. http://lib.dr.iastate.edu/cropnews/679/

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Sexta Selvagem: Levedo-de-cerveja

por Piter Kehoma Boll

Vivendo ao lado dos humanos por séculos, a espécie da Sexta Selvagem de hoje é certamente um dos fungos mais amados. Cientificamente conhecido como Saccharomyces cerevisiae, seus nomes comuns em português incluem levedo-de-cerveja, fermento-de-pão ou simplesmente levedo.

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Saccharomyces cerevisiae sob o microscópio eletrônico de varredura. Foto de Mogana das Murtey e Patchamuthu Ramasamy.*

Sob o microscópio, as células desta espécie unicelular são elipsoides ou esféricas e geralmente mostram pequenos brotos dos quais novas células crescem a partir das maiores. Mas você pode ter visto essa espécie sendo vendida como tabletes ou grãos no supermercado, visto que eles são usados para fazer pão e muitas bebidas alcoólicas, como vinho e cerveja, mas o levedo-de-cerveja é muito mais interessante do que só isso.

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Grãos de levedo-de-cerveja seco, mas ainda vivo, da forma como é vendido comercialmente.

As células do levedo-de-cerveja ocorrem naturalmente em frutas maduras, tal como uvas, e essa foi provavelmente a fonte original das linhagens atualmente cultivadas por humanos. O levedo atinge os frutos através de várias espécies de vespas que o têm crescendo em seus intestinos, um ambiente ideal para a reprodução sexual desse fungo.

Como é facilmente cultivado em laboratório e tem um tempo de geração curto, o levedo-de-cerveja se tornou um dos organismos-modelo mais importantes em estudos biológicos atuais. Ele foi, de fato, o primeiro organismo eucarionte a ter o genoma inteiro sequenciado mais de 20 anos atrás.

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Saccharomyces cerevisiae crescendo em ágar sólido no laboratório. Foto de Conor Lawless.**

Mais do que nos dar alimento e bebidas, este levedo extraordinário aumentou nosso conhecimento de expressão gênica, reparo de DNA e envelhecimento, entre muitas outras coisas. Vida longa ao levedo!

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Referências:

Giaever, G.; Chu, A. M.; Ni, L.; Connelly, C. et al. (2002) Functional profiling of the Saccharomyces cerevisiaegenome. Nature 418 (6896): 387-391.

Herskowitz, I. (1988) Life cycle of the budding yeast Saccharomyces cerevisiae. Microbiological Reviews 52 (4): 536-553.

Wikipedia. Saccharomyces cerevisiae. Available at . Access on July 25, 2017.

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Sexta Selvagem: Bolor-Cinzento

por Piter Kehoma Boll

Na Sexta Selvagem de hoje mostraremos como a beleza é só uma questão de perspectiva. Sendo um fungo ascomiceto conhecido comumente como bolor-cinzento, a espécie de hoje geralmente é encontrada crescendo em vegetais em decomposição, especialmente frutas como o morango na foto abaixo:

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Bolor-cinzento crescendo num morango. A maioria das pessoas não consideraria isso como uma imagem bonita. Foto do usuário Rasbak do Wikimedia.*

O bolor-cinzento tem uma nomenclatura biológica controversa, assim como muitos outros fungos. O nome mais comum é Botrytis cinerea, usado para seu estágio assexual (anamorfo), que é o mais comum. Seu estágio sexual (teleomorfo) é conhecido como Botryotina fuckeliana. Eu acho que esse problema, que era comum ao dar nome a fungos com estágio sexual de ocorrência rara ou desconhecida, já foi resolvido, mas como não sou um taxonomista de fungos, não posso falar muito sobre o assunto.

Mais do que somente ter um nome controverso, este fungo também tem uma interação controversa com humanos. Ele é uma praga notável em uvas e pode levar a dois diferentes tipos de infecção nelas. Uma delas é conhecida como “podridão cinzenta” e acontece em condições muito úmidas, levando à perda das uvas. A outra é chamada “podridão nobre” e é uma forma benéfica da infecção que acontece quando a condição úmida é seguida por uma seca, o que leva à produção de um vinho fino e doce devido à concentração de açúcares na uva.

Fora do mundo dos vinhos, contudo, o bolor-cinzento não é algo que você quer crescendo em suas plantações. Visto que ele ataca mais de 200 espécies, muitas delas sendo vegetais alimentícios importantes, há um grande interesse no desenvolvimento de estratégias para reduzir os dano que ele causa. E essas estratégias incluem o uso de pesticidas, óleos essenciais de plantas e mesmo outros organismos que podem parasitar o bolor-cinzento.

Mas não podemos negar que, se olharmos de perto, mesmo o bolor cinzento é belo:

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Uma linda florestinha de bolor-cinzento num morango. Foto de Macroscopic Solutions.**

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Referências:

Wikipedia. Botrytis cinerea. Available at <https://en.wikipedia.org/wiki/Botrytis_cinerea&gt;. Access on June 2, 2017.

WILLIAMSON, B., TUDZYNSKI, B., TUDZYNSKI, P., & VAN KAN, J. (2007). Botrytis cinerea: the cause of grey mould disease Molecular Plant Pathology, 8 (5), 561-580 DOI: 10.1111/j.1364-3703.2007.00417.x

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Sexta Selvagem: Falo-impudico

por Piter Kehoma Boll

Hoje as coisas vão se tornar meio pornográficas de novo. Algum tempo atrás eu apresentei uma planta cujas flores lembram uma vulva humana, a clitória-azul, e agora é hora de olharmos para algo do outro sexo. E o que seria melhor do que um pênis sem vergonha? Essa é basicamente a tradução do nome desse cogumelo, Phallus impudicus, que em português pode ser chamado de falo-impudico, assim mantendo o mesmo significado, mas de forma mais elegante.

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Orgulhoso e sem vergonha. Foto do usuário do flickr Björn S…*

Encontrado através da Europa e em partes da América do Norte em florestas decíduas, o falo impudico é facilmente reconhecível por seu formato fálico e ainda mais pelo seu cheiro horrível que lembra carniça. Esse odor atrai insetos, especialmente moscas, que levam os esporos para longe. Esse é um método diferente do usado pela maioria dos fungos, que simplesmente liberam os esporos no ar. Algumas pessoas podem confundir o falo-impudico com as morelas (gênero Morchella), mas os dois são completamente diferentes, pertencendo a diferentes filos.

Apesar do cheiro ruim, o falo-impudico é comestível, especialmente no início de seu desenvolvimento, quando ele se parece com um ovo. Devido ao seu formato fálico, ele também é visto como um afrodisíaco em algumas culturas, como é comum com formas de vida em formato de genitália.

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O corpo de frutificação imaturo do Phallus impudicus é a forma mais comumente consumida. Foto de Danny Seteven S.*

O falo-impudico parece ter algumas propriedades anticoagulantes e pode ser usado por pacientes suscetíveis a trombose nas veias, como pacientes tratando câncer de mama.

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Referências:

Kuznecov, G., Jegina, K., Kuznecovs, S., & Kuznecovs, I. (2007). P151 Phallus impudicus in thromboprophylaxis in breast cancer patients undergoing chemotherapy and hormonal treatment The Breast, 16 DOI: 10.1016/s0960-9776(07)70211-4

SMITH, K. (2009). On the Diptera associated with the Stinkhorn (Phallus impudicus Pers.) with notes on other insects and invertebrates found on this fungus. Proceedings of the Royal Entomological Society of London. Series A, General Entomology, 31 (4-6), 49-55 DOI: 10.1111/j.1365-3032.1956.tb00206.x

Wikipedia. Phallus impudicus. Available at <https://en.wikipedia.org/wiki/Phallus_impudicus&gt;. Access on March 7, 2017.

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Sexta Selvagem: Fungo-quitrídio-dos-anfíbios

por Piter Kehoma Boll

Hoje estou trazendo uma espécie que é provavelmente a mais terrível a existir hoje, o fungo-quitrídio-dos-anfíbios, Batrachochytrium dendrobatidis, também conhecido simplesmente como Bd.

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Vários esporângios de Batrachochytrium dendrobatidis (estruturas esféricas) crescendo num artrópode de água doce. Foto de AJ Cann.*

O fungo-quitrídio-dos-anfíbios, como o nome diz, é um quitrídio, um fungo da divisão Chytridiomycota, que inclui espécies microscópicas que geralmente se alimentam degradando quitina, queratina e outros materiais do tipo. No caso do fungo-quitrídio-dos-anfíbios, ele infecta a pele de anfíbios e se alimenta dela. Ele cresce pela pele formando uma rede de rizoides que originam esporângios esféricos que contêm esporos.

A infecção causada pelo fungo-quitrídio-dos-anfíbios é chamada de quitridiomicose. Ela causa uma série de sintomas, incluindo avermelhamento da pele, letargia, convulsões, anorexia e espessamento excessivo e descamamento da pele. Esse espessamento da pele causa problemas na ingestão de alimento, na liberação de toxinas e mesmo na respiração, eventualmente levando à morte.

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Um indivíduo da espécie Atelopus limosus infectado pelo fungo-quitrídio-dos-anfíbios. Foto de Brian Gratwicke.**

Desde sua descoberta e nomeação em 1998, o fungo-quitrídio-dos-anfíbios devastou as populações de muitas espécies de anfíbios no mundo todo. Algumas espécies, como o sapo-dourado e a perereca-de-membros-franjados-de-Rabb, foram recentemente extintas por esse fungo terrível. Todo esse cenário  drástico já é considerado um dos exemplos mais severos de extinção holocênica. A razão para um aumento tão súbito nas infecções é desconhecido, mas pode estar relacionado com o impacto humano no ambiente.

Só nos resta esperar que se encontre uma maneira de reduzir a disseminação deste pesadelo à biodiversidade.

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Referências:

Fisher, M., Garner, T., & Walker, S. (2009). Global Emergence of Batrachochytrium dendrobatidis and Amphibian Chytridiomycosis in Space, Time, and Host Annual Review of Microbiology, 63 (1), 291-310 DOI: 10.1146/annurev.micro.091208.073435

Wikipedia. Batrachochytridium dendrobatidis. Available at <https://en.wikipedia.org/wiki/Batrachochytrium_dendrobatidis&gt;. Access on March 4, 2017.

Wikipedia. Chytridiomycosis. Disponível em <https://en.wikipedia.org/wiki/Chytridiomycosis >. Acesso em 4 de março de 2017.

Wikipedia. Decline in amphibian populations. Disponível em <https://en.wikipedia.org/wiki/Decline_in_amphibian_populations >. Acesso em 4 de março de 2017.

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Sexta Selvagem: Copo-de-elfo-escarlate

por Piter Kehoma Boll

Se você gosta de prestar atenção nos cogumelos crescendo no solo das florestas, pode ter encontrado esse camarada algumas vezes, especialmente se você vive no hemisfério norte. Cientificamente conhecido como Sarcoscypha coccinea, seu nomes comuns incluem copo-de-elfo-rubi, copo-de-elfo-escarlate, chapéu-de-elfo-escarlate ou simplesmente copo-escarlate.

O copo-de-elfo-escarlate é um ascomiceto, de forma que é mais proximamente relacionado às morelas e às trufas que aos cogumelos mais famosos com forma de guarda-chuva. Seu corpo de frutificação em forma de taça possui uma cor vermelho-viva por dentro e uma cor branca por fora. Ele pode ser encontrado crescendo em madeira podre em florestas na América do Norte e da Europa, apesar de também ter sido registrado na Austrália e no Chile.

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Belos copos-de-elfo-escarlates crescendo num tronco caído. Foto do usuário ceridwen do geograph.

Os corpos de frutificação do copo-de-elfo-escarlate podem variar dependendo das condições ambientais. Geralmente aqueles crescendo em madeira enterrada em locais protegidos do vento são os maiores, enquanto aqueles crescendo em madeira sobre o solo e expostos ao vento são geralmente menores. Não há consenso sobre se os corpos de frutificação são comestíveis ou não. Alguns autores o consideram comestível, enquanto outros não recomendam sua ingestão. Contudo há registros de pessoas comendo-os, e eles também são usados como medicamento por povos nativos americanos, tal como o povo Oneida.

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Referências:

EOL. Encyclopedia of Life. Sarcoscypha coccinea. Disponível em < http://eol.org/pages/1009245/overview >. Acesso em 1 de março de 2017.

Wikipedia. Sarcoscypha coccinea. Disponível em <https://en.wikipedia.org/wiki/Sarcoscypha_coccinea >. Access em 1 de março de 2017.

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