Arquivo da categoria: Biografias

Quarta de Quem: Torbern Bergman

por Piter Kehoma Boll

Hoje vou apresentar um cientista do século 18 que trabalhou em várias áreas das ciências naturais.

Torbern Olaf Bergman nasceu em 20 de março de 1735 na paróquia de Låstad, Suécia, filho de Barthold Bergman e Sara Hägg. Seu interesse em botânica foi despertado pelo seu professor Sven Hof na Katedralskolan em Skara.

Aos 17 anos, ele foi matriculado na Universidade de Uppsala. Ele queria estudar matemática e ciências naturais, mas seu pai queria que ele estudasse direito e divindade. Tentanto agradar tanto a si mesmo quanto a seu pai, ele trabalhou em excesso e ficou doente, o que o forçou a ficar um tempo longe dos estudos. Durante este período, ele se entreteve com botânica e entomologia de campo.

Retrato de Torbern Bergman por Ulrika Pasch.

Através de suas coleções entomológicas, Bergman se tornou conhecido de Linnaeus e lhe enviou vários insetos de novas espécies. Em 1756, ele foi bem-sucedido em provar que, ao contrário da opinião de Linnaeus, a espécie chamada Coccus aquaticus era simplesmente o ovo de uma sanguessuga, o que Linnaeus reconheceu como correto. Devido a esta descoberta, bem como porque ele desenvolveu um método para capturar as fêmeas sem asas de mariposas de inverno, Bergman recebeu um prêmio da Academia de Ciências Sueca, sendo eleito um membro da academia em 1764. No ano seguinte, ele foi eleito membro da Real Sociedade de Londres.

Bergman também defendeu uma tese em astronomia e fundou a Sociedade de Cosmografia em Uppsala, através da qual publicou, em 1766, seu trabalho Physisk beskrifning öfver jordklotet (Descrição física sobre o globo), o qual foi um dos primeiros livros de geografia moderna. Ele então se tornou um professor associado de física e estudou propriedades elétricas da turmalina, bem como fenômenos meteorológicos como a aurora boreal, o trovão e o arco-íris.

Em 1767, o químico Johan Gottschalk Wallerius renunciou a sua posição de professor de química e mineralogia na Universidade de Uppsala e Bergman decidiu se candidatar. Contudo ele não tinha experiência prévia em publicar trabalhos sobre química e seus competidores o acusaram de ignorância no assunto. Para refutá-los, ele se isolou em um laboratório por um tempo e escreveu um tratado sobre a fabricação de alume e este se tornou um trabalho padrão. Não obstante ele ainda enfrentou forte oposição e somente conseguiu a cátedra de química através da influência do príncipe Gustavo III, que também era chanceler da universidade. Ele manteve esta posição até sua morte.

Bergman se casou com sua esposa, Margareta Catharina Trast, em 1771. Em 1772, ele foi um dos primeiros a receber a Ordem Real de Vasa, a qual era dada a cidadãos suecos pelo seu serviço ao estado e à sociedade, especialmente nos campos da agricultura, mineração e comércio.

Em 1775, Bergman publicou seu artigo químico mais importante, Ensaio sobre Atrações Eletivas, um estudo de afinidade química. Em março de 1782, ele foi eleito um associado estrangeiro da Academia de Ciências Francesa.

Ele morreu prematuramente em 8 de julho de 1784, aos 49 anos, em Medevi, Suécia, devido a um derrame. O mineral radioativo de urânio torbernita foi nomeado em sua honra.

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Referências:

Encyclopædia Brittanica (1991) Bergman, Torbern Olof. Disponível em < https://en.wikisource.org/wiki/1911_Encyclop%C3%A6dia_Britannica/Bergman,_Torbern_Olof >. Acesso em 20 de março de 2019.

Wikipedia. Torbern Bergman. Disponível em < https://en.wikipedia.org/wiki/Torbern_Bergman >. Acesso em 20 de março de 2019.

Wikipedia (em sueco). Torbern Bergman. Disponível em < https://sv.wikipedia.org/wiki/Torbern_Bergman >. Acesso em 20 de março de 2019.

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Quarta de Quem: Jean-Louis Petit

por Piter Kehoma Boll

Hoje comemoramos o aniversário de um cientista e cirurgião francês que alcançou grande renome em seu tempo.

Jean-Louis Petit, geralmente conhecido como Petit o cirurgião, nasceu em 13 de maio de 1764 em Paris. Ele se interessava por anatomia desde a infância e recebeu lições sobre o assunto do anatomista Alexis Littré, que morava em sua casa. Quando Petit tinha apenas 12 anos de idade, Littré confiou a ele seu teatro anatômico.

Após estudar cirurgia com o cirurgião Georges Mareschal, Petit obteve o título de mestre em cirurgia em 1700. Em 1705, ele publicou um trabalho intitulado L’Art de guérir les maladies des os (A arte de curar doenças dos ossos), o qual seria traduzido para o inglês em 1726.

Retrato de Jean-Louis Petit por Ambroise Tardieu.

Em 1715, ele se tornou membro da Academia de Ciências Francesa e, em 1731, foi nomeado, pelo rei Luís XV, diretor da Real Academia de Cirurgia após sua fundação.

A reputação de Petit foi alcançada devido ao seu talento e sua experiência, especialmente por causa de seus relatos de casos de hemorragias, fístulas lacrimais e operações do frênulo do pênis, bem como seu trabalho sobre doenças dos ossos. Devido à sua fama, ele foi chamado à Polônia em 1726 para tratar o Rei Augusto II e para a Espanha em 1735 para tratar o Príncipe Fernando VI. Ambos ofereceram grandes vantagens para ele permanecer em seus países, mas ele decidiu voltar à França.

Petit também é reconhecido pela primeira ampla descrição clínica de um hematoma epidural e seu tratamento por trepanação do lado oposto ao começo dos sinais neurológicos.

Petit faleceu em Paris em 20 de abril de 1750 aos 76 anos.

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Referência:

Wikipédia (em Francês). Jean-Louis Petit (anatomiste). Disponível em < https://fr.wikipedia.org/wiki/Jean-Louis_Petit_(anatomiste) >. Acesso em 13 de março de 2019.

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Quarta de Quem: Émile Blanchard

por Piter Kehoma Boll

Hoje comemoramos o aniversário de um zoólogo francês e rival de Darwin.

Charles Émile Blanchard nasceu em Paris em 6 de março de 1819 e era filho do pintor Émile-Théophile Blanchard. Devido ao interesse de seu pai na natureza, Blanchard começou o estudo de história natural desde uma tenra idade. Quando ele tinha 14, em 1833, o naturalista Jean Victoire Audouin permitiu que ele acessasse o laboratório do Muséum National d’Histoire Naturelle. Cinco anos depois, em 1838, ele se tornou técnico no museu e, em 1841, foi promovido a naturalista assistente.

Logo depois disso, Blanchard saiu numa expedição de zoologia marinha para a Sicília com os zoólogos Henri Milne-Edwards e Jean Louis Armand de Quatrefages de Breau.

Em 1845, Blanchard publicou um livro intitulado Histoire des Insects (História dos Insetos). Cerca de uma década mais tarde, de 1854 a 1856, ele publicou sua obra Zoologie Agricole (Zoologia Agrícola), que é um trabalho admirável, ilustrado por seu pai, que apresenta em grandes detalhes como espécies nocivas danificam plantações. Entre 1852 e 1864, ele também publicou um atlas da anatomia dos vertebrados.

A partir de cerca de 1860, Blanchard começou a gradualmente perder a visão, contudo isso não o desmotivou a continuar seu trabalho.

Em 1862, ele recebeu a cátedra de crustáceos, aracnídeos e insetos do Muséum e foi eleito membro da Academia de Ciências Francesa. Por essa época, ele passou a gradualmente restringir o acesso de amadores às coleções do museu, o que levou a uma redução da atividade geral do museu e as coleções passaram a se dispersar.

Em 1870, com a morte de August Duméril, a cátedra de répteis e peixes do Muséum ficou vaga e Blanchard tinha esperanças de recebê-la devido ao seu atlas da anatomia dos vertebrados, mas a cátedra foi dada a Léon Vaillant em vez disso.

Blanchard nos seus últimos anos.

Blanchard era abertamente contra o darwinismo e disse que as ideias de Darwin sobre a evolução eram falsas e nada originais. Em 1870, Darwin foi indicado por Quatrefages e Milne-Edwards para ser um membro correspondente da Academia de Ciências Francesa. Blanchard e outros se opuseram fortemente a isso, o que fez Darwin perder a eleição por uma margem estreita.

Blanchard ficou completamente cego em 1890, mas continuou com a cátedra de crustáceos, aracnídeos e insetos até 1894. Ele faleceu em 11 de fevereiro de 1900 aos 84 anos.

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Referências:

Global Ant Project. Charles Émile Blanchard (1819–1900). Disponível em < https://archive.is/20120724124107/http://gap.entclub.org/taxonomists/Blanchard/index.html >. Acesso em 5 de março de 2019.

Wikipédia (em francês). Émile Blanchard. Disponível em < https://fr.wikipedia.org/wiki/%C3%89mile_Blanchard >. Acesso em 5 de março de 2019.

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Quarta de Quem: Anders Sparrman

por Piter Kehoma Boll

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Hoje comemoramos o aniversário de um dos apóstolos e conterrâneos de Linnaeus.

Anders Sparrman nasceu em 27 de fevereiro de 1748 em Tensta, Suécia, e era filho de um clérigo. Quando tinha somente nove anos de idade, ele foi matriculado na Universidade de Uppsala e começou a estudar medicina. Aos 14, ele se tornou um pupilo de Linnaeus, um dos excelentes.

Em 1765, com 17 anos, Sparrman foi à China como médico num navio. Nesta viagem, ele teve tempos difíceis tratando os membros da tripulação, muitos dos quais morreram da ainda pouco conhecida malária, e muitos também sofreram com a doença do verme-da-Guiné. Não obstante, ele também coletou muitas plantas e muitos animais nesta experiência problemática, os quais ele descreveu dois anos depois após retornar para a Suécia.

Retrato de Anders Sparrman, cerca de 1770.

Em janeiro de 1772, com 23 anos, ele se mudou para o Cabo da Boa Esperança, África do Sul, para trabalhar como tutor. Seu período lá foi curto, no entanto, porque em outubro daquele mesmo ano James Cook chegou em sua segunda viagem e Sparmann se juntou à tripulação como naturalista assistente de Johann e Georg Forster, que eram os naturalistas do navio.

Sparrman voltou ao Cabo da Boa Esperança em julho de 1775 e, praticando medicina, pôde financiar uma jornada para o interior do país. Ele foi guiado por Daniel Ferdinand Immelman, que anteriormente havia guiado o botânico Carl Peter Thunberg. Durante sua jornada, ele conheceu grupos dos povos Khoi e Xhosa e ficou muito interessado em sua cultura, descrevendo muitas de suas práticas em sua obra sobre suas viagens no Cabo e ao redor do mundo.

Em 1776, Sparrman voltou à Suécia e descobriu que havia sido premiado com um doutorado honorário. Exceto por uma expedição malsucedida para a África Ocidental em 1787, Sparrman passou a maior parte de sua vida na Suécia depois disso, o que, dado seu espírito aventureiro, provavelmente foi como tortura para ele. Ele se tornou membro da Real Academia Sueca de Ciências em 1777 e foi nomeado guardador das coleções de história natural da Academia em 1780.

Em 1781, Sparrman foi nomeado professor de história natural e farmacologia e, em 1790, assessor do Collegium Medicum. Apesar de publicar vários trabalhos científicos, a obra mais famosa de Sparrman continuou sendo seu relato sobre suas aventuras ao redor do mundo e na África do Sul.

Sparrman morreu em 8 de agosto de 1820 em Estocolmo, aos 72 anos.

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Referências:

Eagleton T (2010) Anders Sparrman—masterful tale of a scientific vagabond. The Lancet 376(9749): 1291–1292. doi: 
10.1016/S0140-6736(10)61901-0

Wikipedia. Anders Sparrman. Disponível em < https://en.wikipedia.org/wiki/Anders_Sparrman >. Acesso em 26 de fevereiro 2019.

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Quarta de Quem: Carl Linnaeus Filho

por Piter Kehoma Boll

Carl Linnaeus é certamente um dos naturalistas mais famosos da história. Seu filho, no entanto, cujo aniversário comemoramos hoje, não é tão famoso e teve uma vida complicada e curta comparada a de seu pai.

Carl Linnaeus, o filho, nasceu em 20 de fevereiro de 1741 em Falun, Suécia. Ele recebeu o nome de seu pai e geralmente é conhecido como Linnaeus Filho. Seu pai sempre quis que ele seguisse seus passos como botânico e era tão ávido por isso que o matriculou na Universidade de Uppsala aos nove anos de idade. Os melhores alunos de Linnaeus, Pehr Löfling, Daniel Solander e Johan Peter Falk, foram selecionados para ensinar Linnaeus Filho.

Retrato de Carl Linnaeus Filho por Jonas Forsslund.

Linnaeus Filho não parecia tão interessado em seguir os passos do pai, no entanto, e não foi um bom aluno de forma alguma. Ele nunca recebeu um grau acadêmico, mas, devido a recomendações de seu pai, foi contratado como um demonstrador botânico no Jardim Botânico em Uppsala quando tinha só 18 anos. Linnaeus esperava que essa oportunidade faria o filho se interessar mais por botânica. Durante este tempo, Linnaeus Filho descreveu várias novas espécies de plantas.

Em 1962, quando Linnaeus se aposentou, ele teve a honra de escolher seu sucessor. Sua primeira escolha foi Daniel Solander, mas este recusou porque havia sido contratado no Museu Britânico em Londres. A segunda escolha de Linnaeus foi Linnaeus Filho, e assim ele entrou na Universidade de Uppsala como chefe de Medicina Prática mesmo sem ter o grau acadêmico necessário. Isso causou ressentimento entre seus colegas. E a situação se tornou pior em 1963 quando o Príncipe Gustav (depois Rei Gustav III) conferiu o grau de doutor por honra a Linnaeus Filho.

Em 1777, Linnaeus Filho foi promovido a professor. No mesmo ano, seu pai, que estava muito debilitado, decidiu que seu filho não herdaria seu grande herbário porque ele nunca se interessara por botânica. Depois da morte de Linnaeus, o pai, em 1778, o herbário permaneceu com sua esposa Sara Elisabeth. Isso mais tarde forçou Linnaeus Filho a escrever uma prestação de contas a sua mãe para receber acesso à coleção.

Em 1781, Linnaeus Filho embarcou numa viagem de dois anos para visitar a Inglaterra, a França, os Países Baixos e a Dinamarca. Em Londres, ele adquiriu icterícia e logo depois de voltar para casa ele sofreu de febre e teve um derrame, do qual morreu em 1º de novembro de 1783 aos 42 anos.

Linnaeus Filho não teve filhos. Como resultado, o nome Linnaeus, criado por seu avô, se extinguiu depois de apenas três gerações.

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Referências:

Naturhistoriska riksmuseet. Carl Linnaeus fil. Disponível em < http://www2.nrm.se/fbo/hist/linnefil/linfil.html.en >. Acesso em 19 de fevereiro de 2019.

Wikipedia. Carl Linnaeus the Younger. Disponível em < https://en.wikipedia.org/wiki/Carl_Linnaeus_the_Younger >. Acesso em 19 de fevereiro de 2019.

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Quarta de Quem: Joseph Banks

por Piter Kehoma Boll

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Hoje celebramos o nascimento do naturalista inglês Joseph Banks, 1º Baronete.

Joseph Banks nasceu em 13 de fevereiro de 1743, filho de Sarah Banks e William Banks, um homem rico e escudeiro de Lincolnshire, bem como um membro da House of Commons. Ele estudou em Harrow School e Eton College, duas escolas para meninos.

Banks se matriculou na Universidade de Oxford no final de 1760 e se focou em estudos de história natural, um assunto no qual desenvolveu interesse desde a infância. Interessado em receber instrução em botânica, ele pagou o botânico Israel Lyons, que vivia em Cambridge, para dar aulas em Oxford em 1964.

No mesmo ano, Banks foi forçado a deixar a universidade sem ganhar o grau porque se tornou o escudeiro de Lincolnshire ao completar 21 anos, herdando o título de seu pai que morreu em 1961. Ele manteve seu interesse em ciência comparecendo ao Chelsea Physic Garden e ao Museu Britânico, onde conheceu o naturalista sueco Daniel Solander, um dos apóstolos de Linnaeus.

Retrato de Joseph Banks em 1773.

Logo ele passou a fazer amizade com vários homens da ciência e se tornou conselheiro do Rei George III, que ele passou a convencer a financiar viagens para descobrir novas terras e estudar botânica.

Em 1766, aos 23 anos, Banks se tornou um membro da Royal Society e logo depois foi a bordo da fragata HMS Niger para Newfoundland e Labrador, Canadá, para estudar história natural. Ao publicar as descrições das plantas de Newfoundland e Labrador usando o sistema de Linnaeus, Banks se tornou um botânico reconhecido.

Ao retornar à Inglaterra, Banks foi selecionado para se juntar à expedição científica ao Oceano Pacífico Sul, de 1768 a 1771, a bordo do navio HMS Endeavour, a primeira viagem de James Cook. Daniel Solander e o naturalista finlandês Herman Spöring também estavam a bordo. A viagem foi à África do Sul, ao Brazil, ao Taiti e à Nova Zelândia antes de chegar à Austrália. Lá, o navio foi danificado pela Grande Barreira de Corais e Banks, Solander e Spöring tiveram de passar várias semanas em terra. Eles tomaram essa oportunidade para coletar plantas, incluindo mais de 800 espécimes que representavam muitas novas espécies.

Banks imediatamente se tornou famoso após retornar à Inglaterra em 1771. Ele pretendia ir na segunda viagem de Cook, mas o almirantado considerou seus requerimentos científicos a bordo inaceitáveis e retirou sua permissão. Durante os anos seguintes, ele fez várias pequenas viagens a outras partes da Europa para coletar espécimes. Em 30 de novembro de 1778, ele foi eleito presidente da Royal Society e manteve a posição por 41 anos.

Em 1779, Banks se casou com Dorothea Hugessen e eles se assentaram em uma grande casa em Soho Square, Londres. Em 1808 ele comprou uma segunda casa em Isleworth, Londres do Oeste, e a transformou numa obra prima botânica com uma grande variedade de plantas, muitas das quais ele havia coletado ao redor do mundo.

Em 1781, Banks se tornou Baronete. Durante anos ele continuou a ser conselheiro do Rei George III nos Royal Botanic Gardens, Kew, mas a posição só foi formalizada em 1797. Durante muitos aos ele também mostrou interesse na colonização da Austrália e foi o conselheiro geral do governo em todos os assuntos australianos, de forma que sua influência moldou muito da história da Austrália naquele tempo.

Banks conheceu o explorador prússio Alexander von Humboldt em 1790 e os dois continuaram em contato até a morte de Banks. Humboldt enviou muitos espécies de suas viagens para Banks.

No começo do século XIX, a saúde de Banks começou a se deteriorar. Ele praticamente perdeu o uso das pernas, especialmente por sofrer de gota, após 1805. Ele faleceu em 19 de junho de 1820, aos 77 anos, deixando sua mulher. Eles não tiveram filhos.

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Referência:

Reference:

Wikipedia. Joseph Banks. Disponível em < https://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_Banks >. Acesso em 12 de fevereiro de 2019.

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Quarta de Quem: Mary Leakey

por Piter Kehoma Boll

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Hoje celebramos o nascimento de uma importante paleoantropóloga que teve um caminho fora do comum em direção a seu renome

Mary Douglas Nicol nasceu em 6 de fevereiro de 1914 em Londres, filha de Erskine Edward Nicol e Cecilia Marion Nicol, nascida Frere. Seu pai era um pintor e a família viajava bastante, mudando-se para os Estados Unidos, a Itália e o Egito, onde Erskine pintava suas aquarelas para depois vendê-las na Inglaterra. Sua mãe era parte da família Frere, a qual era composta de abolicionistas ativos durante o século XIX.

Aos 12 anos, em 1925, os Nicols estavam vivendo na comuna de Les Eyzies-de-Tayac-Sireuil no sul da França. Naquele tempo, o arqueólogo francês Elie Peyrony estava escavando uma caverna na região e Mary recebeu permissão para examinar os remanescentes da escavação, o que acendeu seu interesse pela pré-história.

Em 1926, quando Mary tinha 13 anos, seu pai morreu de câncer. Sua mãe voltou a Londres e deixou Mary na França para ser educada em um convento católico. Mary era uma estudante terrível, nunca passando nos exames, e eventualmente foi expulsa por recusar-se a recitar poesia. Transferida para uma nova escola de convento, ela foi expulsa de novo por causar uma explosão no laboratório de química. Depois disso, sua mãe contratou dois tutores, mas eles também não tiveram sucesso em educá-la. Sua mãe então contratou uma babá como último recurso.

Apesar de interessada em arqueologia e ilustração, o histórico acadêmico de Mary tornou sua admissão numa universidade impossivel. Quando a família se mudou para Kensington, no oeste de Londres, ela assistiu a aulas de arqueologia mesmo não estando matriculada. Ela também estudou arqueologia com o arqueólogo Mortimer Wheeler no Museu de Londres.

Logo Mary começou a trabalhar em escavações de verão, primeiro com Wheeler e depois com a arqueóloga britânica Dorothy Liddel de 1930 a 1934. As ilustrações de Mary para Liddle chamaram a atenção da arqueólogia inglesa Gertrude Caton Thompson, que lançou Mary como uma ilustradora.

Foi através de Caton Thompson que Mary conheceu o paleoantropólogo Louis Leakey, que precisava de um ilustrador para um de seus livros. Enquanto trabalhavam juntos, eles se apaixonaram um pelo outro. Louis ainda estava casado com outra mulher na época, mas o casal foi morar junto mesmo assim. A notícia sobre esta situação arruinou a carreira de Louis Leakey na Universidade de Cambridge.

Mary e Louis Leakey em 1962.

Após se divorciar de sua primeira esposa, Frida, em 1936, Louis se casou com Mary. Pelos anos seguintes, o casal trabalhou junto em vários sítios arqueológicos no Quênia central. Eles tiveram três filhos: Jonathan (nascido em 1940), Richard (em 1944) e Philip (em 1949). Uma quarta criança morreu na infância.

Em outubro de 1948, Mary descobriu um crânio de Proconsul africanus, um símio primitivo, na Ilha Rusinga, no Lago Vitória. Mais tarde, em 1959, enquanto o casal estava trabalhando em Olduvai Gorge, um sítio paleoantropológico na Tanzânia, Mary foi a campo sozinha e encontrou o crânio de um hominídeo que provou ser uma nova espécie. Inicialmente nomeado Zinjanthropus boisei por Louis, a espécie é atualmente classificada no gênero Paranthropus como Paranthropus boisei. Em 1960, também em Olduvai, o casal encontrou o primeiro fóssil de Homo habilis, considerado uma das mais antigas espécies do gênero Homo e talvez o primeiro hominídeo a fazer ferramentas.

Mary Leakey em 1977.

Enquanto Louis esteve vivo, a maior parte do trabalho de Mary foi creditada ao marido. Depois que ele morreu de um ataque cardíaco em 1º de outubro de 1972, Mary continuou seu trabalho arqueológico e se tornou uma figura respeitada na paleoantropologia por seu próprio mérito. A maior parte do seu trabalho neste tempo foi focado em Olduvai e Laetoli, outro sítio paleoantropológico na Tanzânzia. Em Laetoli ela descobriu fósseis de hominídeos de 3.75 milhões de anos, bem como uma trilha de pegadas de hominíneos em cinzas vulcânicas que tem cerca de 3.6 milhões de anos.

Mary morreu em Nairóbi, Quênia, em 9 de dezembro de 1996 aos 83 anos.

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Referências:

Biography. Mary Leakey – Academic, Scientist, Anthropologist. Disponível em < https://www.biography.com/people/mary-leakey-9376051 >. Acesso em 5 de fevereiro de 2019.

Wikipedia. Mary Leakey. Disponível em < https://en.wikipedia.org/wiki/Mary_Leakey >. Acesso em 5 de fevereiro de 2019.

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