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Sexta Sevagem: Borboleta-do-Mar-Comum

por Piter Kehoma Boll

As pessoas amam nomear criaturas marinhas fazendo analogias com coisas encontradas em terra. A espécie de hoje é mais uma desse tipo, sendo a mais bem conhecida espécie das chamadas borboletas-do-mar e, portanto, conhecida como a borboleta-do-mar-comum. Ela não tem nada a ver com borboletas, no entanto, e seu nome científico, Limacina helicina, a descreve melhor.

A borboleta-do-mar-comum é um molusco, mais precisamente um gastrópode e, como tem concha, é um “caramujo”. Ela não se arrasta pelo fundo como a maioria dos caramujos, no entanto. Com uma concha espiral medindo somente 10 mm de diâmetro em média, ela vive na coluna d’água e às vezes é descrita como uma espécie planctônica. Ela pode nadar por conta própria, no entanto, porque seu pé carnoso é transformado em duas expansões chamadas parapódios que agem como duas grandes nadadeiras. Sua concha é transparente e as partes moles são principalmente roxas, apesar de os parapódios serem quase transparentes também.

A borboleta-do-mar-comum é mesmo uma criatura linda, não é? Foto de Russ Hopcroft, University of Alaska, Fairbanks.

O habitat da borboleta-do-mar-comum inclui as águas frias da região ártica, incluindo o Oceano Ártico e áreas vizinhas dos oceanos Pacífico e Atlântico. No Pacífico, ela pode ocorrer para o sul até o Japão e regiões mais ao norte dos Estados Unidos. Espécimes maiores tendem a habitar águas mais profundas, até 150 m de profundidade, enquanto os menores vivem mais perto da superfície, até uma profundidade de 50 m. Até bem recentemente, pensava-se que a borboleta-do-mar-comum também habitasse águas antárticas, mas estudos moleculares revelaram que as populações em torno da Antártica pertencem a outra espécie, Limacina antarctica.

Veja como elas conseguem bater suas asas com velocidade,

A dieta da borboleta-do-mar-comum inclui várias criaturas planctônicas menores, especialmente crustáceos pequenos, como náuplios (larvas) de copépodes, bem como dinoflagelados, ciliados e diatomáceas. Juvenis da própria espécie também são comuns, às vezes compondo o segundo item mais comum da dieta. Para capturar a comida, elas produzem uma teia esférica de muco que flutua acima delas na água. Esta teia captura outros organismos na coluna d’água e depois é sugada e comida pela borboleta-do-mar junto com as criaturas capturadas. Esta teia é muito difícil de ser observada durante o dia por causa da refração difusa, mas aparece claramente à noite. Quando perturbada por luz, no entanto, a borboleta-do-mar-comum tende a engolir sua teia rapidamente e afundar para escapar do perigo.

Uma borboleta-do-mar-comum com sua teia de muco esférica vista como uma concentração coval de partículas mais finas logo acima dela. Extraído de Gilmer & Harbinson (1986).

A fina concha da borboleta-do-mar-comum é constituída de aragonita, a qual é altamente solúvel e sensível a mudanças na temperatura e na acidificação da água. Estudos demonstraram que o esperado aumento da acidificação dos oceanos pelas mudanças climáticas induzidas por humanos provavelmente terá um impacto negativo em populações da borboleta-do-mar-comum e espécies relacionadas. Isso é particularmente preocupante em relação à borboleta-do-mar-comum porque ela é uma espécie-chave nos ecossistemas árticos, sendo uma fonte de alimento importante para muitos animais marinhos, como peixes, baleias, aves e até outros moluscos.

Esse caramujinho não vai se dar por vencido tão facilmente, no entanto. Estudos mostraram que o periostraco (a camada externa orgânica da concha) pode impedir que a aragonita se dissolva e que um trauma físico que quebre o periostraco, permitindo contato direto da aragonita com a água, é necessário para causar a dissolução. E mesmo quando isso acontece, a borboleta-do-mar-comum pode compensar construindo novas camadas de aragonita na superfície interna da concha e consegue extrair aragonita da água para esse propósito mesmo quando os níveis na água estão muito baixos.

A borboleta-do-mar-comum é pequena mas também é durona.

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Referências:

Corneau S, Alliouane S, Gattuso JP (2012) Effects of ocean acidification on overwintering juvenile Arctic pteropods Limacina helicina. Marine Ecology Progress Series 456:279–284. doi: 10.3354/meps09696

Comeau S, Jeffree R, Teyssié JL, Gattuso JP (2010) Response of the Arctic pteropod Limacina helicina to projected future environmental conditions. PLoS One 5(6):e11362. doi: 10.1371/journal.pone.0011362

Gilmer RW, Harbinson GR (1986) Morphology and field behavior of pteropod molluscs: feeding methods in the families Cavoliniidae, Limacinidae and Peraclididae (Gastropoda: Thecosomata). Marine Biology 91:47–57. doi: 10.1007/BF00397570

Gilmer RW, Harbinson GR (1991) Diet of Limacina helicina (Gastropoda: Thecosomata) in Arctic waters in midsummer. Marine Ecology Progress Series 77:125–134.

Lischka S, Büdenbender J, Boxhammer T, Riebesell U (2011) Impact of ocean acidification and elevated temperatures on early juveniles of the polar shelled pteropod Limacina helicina: mortality, shell degradation, and shell growth.  Biogeosciences 8:919–932. doi: 10.5194/bg-8-919-2011

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Sexta Selvagem: Nerita-Preta-Havaiana

por Piter Kehoma Boll

O mar é tão cheio de formas de vida diferentes que é difícil deixá-lo uma vez que estamos nele. Assim, continuaremos no mar esta semana, mas indo para o meio o Oceano Pacífico, mais precisamente para as ilhas do Havaí. Ali, na praia, podemos achar a espécie de hoje.

Um agregado de Nerita picea em Kauai. Foto de Phil Liff-Grief.*

Chamada Nerita picea, ela é um pequeno caramujo encontrado em praias rochosas pela maior parte do Havaí, geralmente em agregados. Ela é comumente chamada de nerita-preta-havaiana, mas os havaianos nativos a chamam de pipipi.

Conchas vazias da nerita-preta-havaiana. Foto de Donna Pomeroy.**

A nerita-preta-havaiana mede cerca de 1 cm de comprimento e sua concha é externamente preta com cristas espirais, às vezes com uma fina linha mais clara correndo entre elas, e frequentemente com um tom esbranquiçado na ponta da espiral. Suas cristas são relativamente pouco marcadas quando comparada com outras espécies de nerita. Internamente a concha é branca. As partes moles do corpo também são em sua maioria pretas e assim é o opérculo, a tampa que fecha a abertura da concha quando o caramujo se retrai. O pé, no entanto, é mais claro. Quando um animal vivo é pego, ele se retrai rapidamente para dentro da concha, cobrindo a abertura com o opérculo e deixando uma margem branca ao seu redor.

Um espécime vivo com as partes moles visíveis. Foto de  Isaac Lord.**

Como a maioria dos caramujos da zona entre-marés, a nerita-preta-havaiana é herbívora e come as algas crescendo nas rochas. Ela prefere viver na zona onde as ondas quebram ou ligeiramente acima desta, diferente de seu parente mais próximo, Nerita plicata, que vive na zona superior, evitando as ondas.

Devido à sua distribuição tropical, a nerita-preta-havaiana se reproduz continuamente ao longo do ano. Não existe dimorfismo sexual entre machos e fêmeas, o que é, eu acho, “a regra” para caramujos.

A nerita-preta-havaiana era tradicionalmente usada como alimento pelos nativos havaianos e suas conchas podem ser encontradas em grande número em sítios arqueológicos do arquipélago, que datam de mais de mil anos no passado. Conchas vazias da nerita-preta-havaiana também são comumente usadas por pequenos caranguejos eremitas do gênero Calcinus.

Caranguejos-eremitas Calcinus usando as conchas de neritas-pretas-havaianas mortas. Foto de CA Clark.***

Apesar de ser uma espécie comum no Havaí e ter uma importância histórica como alimento, pouco parece ser conhecido sobre a história de vida da nerita-preta-havaiana.

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Referências:

Dye T (1994) Apparent ages of marine shells: implications for archaeological dating in Hawai’i. Radiocarbon 36(1):51–57.

Frey MA (2010) The relative importance of geography and ecology in species diversification: evidence from a tropical marine intertidal snail (Nerita). Journal of Biogeography 37:1515–1528. doi: 10.1111/j.1365-2699.2010.02283.x

Pfeiffer CJ (1992) Intestinal Ultrastructure of Nerita picea (Mollusca: Gastropoda), an Intertidal Marine Snail of Hawaii. Acta Zoologic 73(1):39–47. doi: 10.1111/j.1463-6395.1992.tb00947.x 

Reese ES (1969) Behavioral adaptations of intertidal hermit crabs. American Zoologist 9(2):343–355. doi: 10.1093/icb/9.2.343

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*Creative Commons License Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons de Atribuição Não Comercial e Compartilhamento Igual 4.0 Internacional.

**Creative Commons License Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons de Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional

***Creative Commons License Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons de Atribuição Não Comercial Sem Derivações 4.0 Internacional.

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Sexta Selvagem: Dragão-azul

por Piter Kehoma Boll

A segunda espécie de hoje é um terrível mas lindo predador da caravela-portuguesa, o dragão-azul Glaucus atlanticus que é, na minha opinião, uma das mais belas criaturas marinhas.

glaucus_atlanticus

Não é uma criatura magnífica? Photo de Sylke Rohrlach.*

Também conhecido como glauco-azul ou lesma-marinha-azul, entre muitos outros nomes, o dragão-azul é uma pequena lesma marinha que mede até 3 cm de comprimento quando adulto. Esta espécie é pelágica, o que significa que vive no oceano aberto, nem perto do fundo nem perto da costa. Apesar de ser encontrado em todos os três oceanos, evidências genéticas indicam que as populações do Atlântico, do Pacífico e do Índico divergiram mais de um milhão de anos atrás.

O dragão-azul possui um saco preenchido de gás no estômago que o faz flutuar de cabeça para baixo na água, de forma que seu lado ventral fica para cima. A larga faixa bordeada de azul ao longo do corpo, como vista na imagem acima, é o pé da lesma. Seu lado dorsal, que fica virado para baixo, é completamente branco ou cinza-claro.

Sendo uma espécie carnívora, o dragão-azul se alimenta de várias espécies de cnidários, especialmente da caravela-portuguesa. Ele geralmente coleta os cnidócitos (as células urticantes) da presa e as põe no próprio corpo, de forma que ele se torna não urticante ou até mais do que sua presa. Se você encontrar um caído na praia, tenha cuidado.

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Referências:

Churchull, C. K. C.; Valdés, Á.; Foighil, D. Ó (2014) Afro-Eurasia and the Americas present barriers to gene flow for the cosmopolitan neustonic nudibranch Glaucus atlanticus. Marine Biology, 161(4): 899-910.

Wikipedia. Glaucus atlanticus. Disponível em < https://en.wikipedia.org/wiki/Glaucus_atlanticus >. Acesso em 18 de junho de 2017.

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*Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons de Atribuição e Compartilhamento Igual 2.0 Genérica.

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Sexta Selvagem: Sepíola-Beija-Flor

por Piter Kehoma Boll

Se você estiver cavando através da areia do fundo das claras águas tropicais em torno da Indonésia e das Filipinas, você pode acabar encontrando uma criaturinha multicolorida, a sepíola-beija-flor, Euprymna berryi, também conhecida como sepíola de Berry.

Euprymna_berryi

Um belo espécime fotografado no Timor Leste. Foto de Nick Hobgood.*

Medindo cerca de 3 cm de macho ou 5 cm se fêmea, a sepíola-beija-flor é aparentada às sépias verdadeiras e mais distantemente às lulas. Seu corpo possui uma pele translúcida marcada por muitos cromatóforos, e para o olho humano o animal parece ter um padrão de cor formado por uma mistura de pontos pretos, azul-elétricos e verdes ou roxos.

Durante o dia, a sepíola-beija-flor permanece a maior parte do seu tempo enterrada na areia, saindo à noite para capturar pequenos crustáceos, os quais caça usando um órgão bioluminescente em sua cavidade branquial.

Em algumas áreas em torno de sua distribuição, a sepíola-beija-flor é capturada e vendida em pequenas peixarias, mas como os dados sobre sua distribuição e dinâmica populacional são muito pouco conhecidos, não há como dizer se ela por acaso é uma espécie vulnerável ou em perigo. Como resultado, ela está listada como deficiente em dados na Lista Vermelha da IUCN.

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Referências:

Barratt, I., & Allcock, L. (2012). Euprymna berryi The IUCN Red List of Threatened Species DOI: 10.2305/IUCN.UK.2012-1.RLTS.T162599A925343.en

Wikipedia. Euprymna berryi. Available at <https://en.wikipedia.org/wiki/Euprymna_berryi&gt;. Access on March 8, 2017.

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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons de Atribuição e Compartilhamento Igual 3.0 Não Adaptada.

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Sexta Selvagem: Quíton-de-linhas

por Piter Kehoma Boll

Vamos voltar aos nossos companheiros de corpo mole, os moluscos, e apresentar um dos mais bonitos deles, o quíton-de-linhas Tonicella lineata.

Como um quíton típico, ele possui uma concha composta de uma fila de oito placas sobrepostas circundadas por uma estrutura flexível, o manto. Tal anatomia permite que esses animais sejam flexíveis e possam mesmo se fechar numa bola, assim como um tatuzinho de jardim, quando desalojados.

Tonicella_lineata

Tonicella lineata, uma pequena joia do mar. Créditos a Kirt L. Onthank*

Ocorrendo em águas da linha da maré ou logo abaixo dessa no Pacífico Norte, ao longo da América do Norte, da Rússia e do Japão, o quíton-de-linhas é caracterizado por suas belas cores. As placas da concha são marcadas por uma série de linhas pretas, roxas ou azuis em um fundo vermelho ou marrom. O manto também é colorido, possuindo um fundo avermelhado geralmente marcado com manchas amarelas.

Apesar do corpo colorido, o quíton-de-linhas é uma criatura pequena, atingindo cerca de cinco centímetros de comprimento. Ele se alimenta principalmente de algas coralinas, ocorrendo próximo a elas. Seus principais predadores são as terríveis estrelas-do-mar, enquanto seus amigos mais próximos são os espinhentos mas amigáveis ouriços-do-mar, já que eles frequentemente ajudam o quíton a se proteger do sol ao permitir que se esconda embaixo deles.

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Referências:

Barnes, J. R. 1972. Ecology and reproductive biology of Tonicella lineata (Wood, 1815) (Mollusca-Polyplacophora). Tese de Doutorado.

Wikipedia. Tonicella lineata. Disponível em< https://en.wikipedia.org/wiki/Tonicella_lineata >. Acesso em 3 de março de 2016.

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* Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons de Atribuição e Compartilhamento Igual 3.0 Não Adaptada.

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Sexta Selvagem: “Caracol-onça-alaranjado”

por Piter Kehoma Boll

Semana passada apresentei uma planária terrestre que se alimenta de caracóis, Obama ladislavii, ou, como eu a chamei, a planária-de-Ladislau. Assim, hoje pensei que seria legal apresentar uma situação similar ocorrendo ao contrário: um caracol que se alimenta de planárias terrestres.

Então deixe-me introduzir este pequeno predador, o caracol Rectartemon depressus. Ele não é uma espécie amplamente conhecida e assim não possui nomes populares, mas por que não chamá-lo de “caracol-onça-alaranjado”? Espécies do gênero Euglandina, que também são caracóis predadores, são chamadas de “caracóis-lobo” em inglês por comparação com um predador comum na América do Norte. Como espécies de Rectartemon são comuns na América do Sul, nós poderíamos chamá-los perfeitamente de “caracóis-onça”, certo?

Rectartemon depressus prestes a capturar uma planária terrestre Obama marmorata. Foto extraída de Lemos et al., 2012

Rectartemon depressus prestes a capturar uma planária terrestre Obama marmorata. Foto extraída de Lemos et al., 2012

Encontrado em áreas de Mata Atlântica no Brasil, o caracol-onça-alaranjado possui um corpo que varia de amarelo a laranja e uma concha esbranquiçada. É listado como uma espécie vulnerável na Lista Vermelha do Brasil, mas não é mencionado na Lista Vermelha da IUCN.

Inicialmente conhecido como um predador de outros gastrópodes terrestres, o caracol-onça-alaranjado revelou um novo item de sua dieta recentemente. Durante tentativas de encontrar itens alimentares da dieta de algumas planárias terrestres do sul do Brasil, o caracol-onça-alaranjado foi oferecido como uma opção de alimento, mas enquanto as expectativas eram de que a planária comeria o caracol, o oposto aconteceu! Após entrar em contato com a planária terrestre, o caracol simplesmente a captura com sua rádula (a língua com dentes do caracol) e a suga muito rapidamente, como se estivesse comendo um macarrão!

O caracol-onça-alaranjado consome avidamente diversas planárias terrestres, tanto espécies nativas quanto exóticas. Isso faz dele um dos primeiros predadores conhecidos de planárias terrestres. Uma de suas presas é a planária-de-Ladislau, de forma que temos um caracol que come uma planária que come caracóis!

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Referências:

Lemos, V., Canello, R., & Leal-Zanchet, A. 2012. Carnivore mollusks as natural enemies of invasive land flatworms. Annals of Applied Biology, 161 (2), 127-131 DOI: 10.1111/j.1744-7348.2012.00556.x

Santos, S. B., Miyahira, I. C., Mansur, M. C. D. 2013. Freshwater and terrestrial molluscs in Brasil: current status of knowledge and conservation. Tentacle, 21, 40-42.

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