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Novas Espécies: 1 a 10 de fevereiro de 2017

por Piter Kehoma Boll

Aqui está uma lista de espécies descritas de 1 a 10 de janeiro. Ela certamente não inclui todas as espécies descritas. A maior parte das informações vem dos jornais Mycokeys, Phytokeys, Zookeys, Phytotaxa, Zootaxa, International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology e Systematic and Applied Microbiology, além de revistas restritas a certos táxons.

heliconia_berguidoi

Heliconia berguidoi é uma nova espécie de planta do Panamá. Fotos de R. Flores e C. Black, vistos na imagem de baixo ao lado de um espécime. (Licença CC BY 4.0)

Arqueias

Bactérias

SARs

Plantas

Fungos

Cnidários

Platelmintos

Anelídeos

Nematódeos

Aracnídeos

Miriápodes

Crustáceos

Insetos

Peixes de nadadeiras rajadas

Répteis

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Sexta Selvagem: Radiolário-Trançado-do-Norte

por Piter Kehoma Boll

Algumas semanas atrás eu apresentei uma diatomácea aqui e mencionei que, apesar de serem um grupo muito abundante, pouca informação sobre as espécies está disponível. Hoje nossa espécie é um radiolário e, assim como as diatomáceas, eles são abundantes, mas pouco conhecidos.

Foi difícil encontrar uma espécie viva que também tivesse uma foto boa e disponível para compartilhar. E o vencedor foi uma espécie conhecida como Cleveiplegma boreale, ou Rhizoplegma boreale talvez. Não tenho certeza de qual é o nome atualmente aceito. Enfim, ele não tem um nome comum, mas eu decidi criar um, então vamos chamá-lo de “radiolário-trançado-do-norte”.

Radiolários são organismos unicelulares que possuem um esqueleto mineral intrincado que contém uma cápsula central que tipicamente divide a célula em duas porções: uma interna e uma externa. Nosso camarada se parece com isso:

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Um espécime vivo do radiolário-trançado-do-norte. Foto de John Dolan.*

O radiolário-trançado-do-norte tem de 6 a 10 espinhos crescendo para fora e há um padrão complexo de esqueleto trançado que envolve tanto os espinhos quando a cápsula interna. Medindo cerca de 20 µm de diâmetro, ele é um radiolário consideravelmente grande.

Apesar de ser conhecido de fósseis ao longo do quaternário, de pelo menos 10 mil anos antes do presente, o radiolário-trançado-do-norte ainda é uma espécie vive. Atualmente sabe-se que ele ocorre nos Mares Nórdicos, em torno da Escandinávia, Islândia e Groenlândia, no Pacífico Norte, incluindo o Mar de Bering, e no Oceano Austral, em torno da Antártida. Podemos ver, portanto, que essa espécie gosta de águas frias.

Ah, e eles se alimentam de diatomáceas… eu acho.

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Referências:

Dolven, J., & Bjørklund, K. (2001). An early Holocene peak occurrence and recent distribution of Rhizoplegma boreale (Radiolaria): a biomarker in the Norwegian Sea Marine Micropaleontology, 42 (1-2), 25-44 DOI: 10.1016/S0377-8398(01)00011-1

Dumitrica, P. (2013). Cleveiplegma nov. gen., a new generic name for the radiolarian species Rhizoplegma boreale (Cleve, 1899) Revue de Micropaléontologie, 56 (1), 21-25 DOI: 10.1016/j.revmic.2013.01.001

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Sexta Selvagem: Samambaiaçu

por Piter Kehoma Boll

É mais do que hora de trazer uma samambaia para a Sexta Selvagem,e eu decidi começar com uma das minhas favoritas, a samambaia arbórea neotropical Dicksonia sellowiana, conhecida no Brasil como samambaiaçu ou xaxim.

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Uma samambaiaçu numa floresta no sul do Brasil. Foto de DeadWood II, usuário do Wikimedia.*

O samambaiaçu ocorre no sul do México ao Uruguai e é geralmente encontrado em florestas chuvosas, sendo uma espécie notável das florestas chuvosas no sul do Brasil, especialmente na floresta com araucária. Ele pode atingir vários metros de altura e as frondes (folhas) atingem até 2,5 m de comprimento.

Durante a maior parte do século XX, o caule fibroso do samambaiaçu (geralmente chamado “xaxim”) foi extensivamente usado para fabricar vasos de plantas e placas que serviam como substrato para cultivar orquídeas e outras plantas epífitas. Como resultado dessa exploração, bem como da destruição de seu habitat nativo, o samambaiaçu está atualmente incluído na lista brasileira de espécies ameaçadas.

O comércio de xaxim está atualmente proibido por lei no Brasil, então se você encontrar alguém vendendo em algum lugar, por favor, comunique as autoridades!

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Referências:

Schmitt, J., Schneider, P., & Windisch, P. (2009). Crescimento do cáudice e fenologia de Dicksonia sellowiana Hook. (Dicksoniaceae) no sul do Brasil Acta Botanica Brasilica, 23 (1), 283-291 DOI: 10.1590/S0102-33062009000100030

Brasil. Lei Nº 9.605/98. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9605.htm >.

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Novas Espécies: 1 a 10 de setembro

por Piter Kehoma Boll

Aqui está uma lista de espécies descritas de 1 a 10 de setembro. Ela certamente não inclui todas as espécies descritas. A maior parte das informações vem dos jornais Mycokeys, Phytokeys, Zookeys, Phytotaxa, Zootaxa, International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology e Systematic and Applied Microbiology, além de revistas restritas a certos táxons.

Arqueias

Bactérias

SARs

Plantas

Fungos

Anelídeos

Moluscos

Nematódeos

Aracnídeos

Miriápodes

Crustáceos

Hexápodes

Peixes cartilaginosos

Peixes de nadadeiras rajadas

Répteis

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Sexta Selvagem: Clitória-azul

por Piter Kehoma Boll

Na sexta-selvagem de hoje temos uma trepadeira com belas flores azuis que têm a forma de uma genitália feminina humana.

Sim, você leu direito. Seu nome científico é Clitoria ternata, o nome do gênero sendo uma referência direta ao clitóris de uma mulher devido ao formato das flores.

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Quase pornográfico. Foto de N. Aditya Madhav.*

Nativa da Ásia tropical, a clitória-azul foi introduzida no mundo todo em regiões tropicais. Suas sementes são comestíveis quando macias e as flores podem ser usadas para fazer uma bela infusão azul chamada “chá de clitória”. É uma planta usada na medicina aiurvédica para melhorar a saúde mental.

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Um belo chá azul para melhorar sua memória. Foto de Tanya May.*

De fato, alguns estudos demonstraram que ela pode mesmo ser benéfica para melhorar a memória, ao menos em ratos, e também possui propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e antipiréticas, especialmente de extratos das raízes.Mais uma vez a medicina tradicional foi um bom guia para a pesquisa farmacológica.

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Referências:

Devi, B., Boominathan, R., & Mandal, S. (2003). Anti-inflammatory, analgesic and antipyretic properties of Clitoria ternatea root Fitoterapia, 74 (4), 345-349 DOI:10.1016/S0367-326X(03)00057-1

Taranalli, A., & Cheeramkuzhy, T. (2011). Influence of Clitoria Ternatea Extracts on Memory and Central Cholinergic Activity in Rats Pharmaceutical Biology, 38(1), 51-56 DOI: 10.1076/1388-0209(200001)3811-BFT051

Wikipedia. Clitoria ternatea. Available at: < https://en.wikipedia.org/wiki/Clitoria_ternatea >. Access on August 1, 2016.

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