Arquivo do mês: junho 2016

Novas espécies: última semana de junho

por Piter Kehoma Boll

Aqui está uma lista de espécies descritas de 22 a 30 de junho. Ela certamente não inclui todas as espécies descritas. A maior parte das informações vem dos jornais Mycokeys, Phytokeys, Zookeys, Phytotaxa, Zootaxa, International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology e Systematic and Applied Microbiology, além de revistas restritas a certos táxons.

Bagauda ernstmayri Kulkarni & Ghate (esquerda em cima) é uma nova espécie de percevejo-assassino nomeado em honra ao biólogo evolucionista Ernst Mayr (esquerda embaixo), e Kankuamo marquezi Perafán, Galvis & Gutiérrez (direita em cima) é uma nova espécie de aranha cujo nome homenageia o escritor colombiano e vencedor do Nobel de literatura Gabriel García Márquez (direita embaixo). Créditos a University of Konstanz (foto de E. Mayr) e Festival Internacional de Cine en Guadalajara (foto de G. G. Marquez). Fotos das novas espécies são creditadas a seus respectivos autores.*

Bagauda ernstmayri Kulkarni & Ghate (esquerda em cima) é uma nova espécie de percevejo-assassino nomeado em honra ao biólogo evolucionista Ernst Mayr (esquerda embaixo), e Kankuamo marquezi Perafán, Galvis & Gutiérrez (direita em cima) é uma nova espécie de aranha cujo nome homenageia o escritor colombiano e vencedor do Nobel de literatura Gabriel García Márquez (direita embaixo). Créditos a University of Konstanz (foto de E. Mayr) e Festival Internacional de Cine en Guadalajara (foto de G. G. Marquez). Fotos das novas espécies são creditadas a seus respectivos autores.*

 

SARs

Plantas

Fungos

Esponjas

Platelmintos

Moluscos

Nematódeos

Aracnídeos

Miriápodes

Crustáceos

Insetos

Tunicados

Peixes Cartilaginosos

Peixes de nadadeiras rajadas

Lissanfíbios

Répteis

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A história da Sistemática: Plantas no Systema Naturae, 1758 (parte 4)

por Piter Kehoma Boll

Aqui vem a quarta parte do sistema de classificação das plantas proposto por Linnaeus. Confira aqui as partes 1, 2, 3, 5 e 6.

12. Icosandria (“vinte machos”)

“Vinte maridos em cada casamento”, isto é, vinte estames em uma flor hermafrodita.

12.1 Icosandria Monogynia (“vinte machos e uma fêmea”), vinte estames e um pistilo em uma flor hermafrodita: Cactus (cactos), Philadelphus (silindras), Psidium (araçazeiros), Eugenia (pitangueira, maçã-malaia, jambos), Myrtus (murtas, grumichama, pimenta-da-jamaica, jambolão etc), Punica (romãzeira), Amygdalus (amendoeiras e pessegueiros), Prunus (damascos, cerejeiras, ameixeira etc).

A ordem Icosandria Monogynia de Linnaeus incluía (da esquerda para a direita, de cima para baixo): cacto-mamilo-peludo (Cactus mammillaris, agora Mammillaria mammillaris), silindra-doce (Philadelphus coronarius), goiabeira (Psidium guava), pitangueira (Eugenia uniflora), murta-comum (Myrtus communis), romãzeira (Punica granatum), amendoeira (Amygdalus communis, agora Prunus dulcis), ameixeira (Prunus domestica). Créditos a Isidre Blanc (silindra), Zeynel Cebeci (pitangueira), Forest & Kim Starr (murta), Mzelle Laure (amendoeira), usuários do flickr Lourdes (cacto), mauroguanandi (goiabeira), e usuário do Wikimedia Rasbak (ameixeira).

A ordem Icosandria Monogynia de Linnaeus incluía (da esquerda para a direita, de cima para baixo): cacto-mamilo-peludo (Cactus mammillaris, agora Mammillaria mammillaris), silindra-doce (Philadelphus coronarius), goiabeira (Psidium guava), pitangueira (Eugenia uniflora), murta-comum (Myrtus communis), romãzeira (Punica granatum), amendoeira (Amygdalus communis, agora Prunus dulcis), ameixeira (Prunus domestica). Créditos a Isidre Blanc (silindra), Zeynel Cebeci (pitangueira), Forest & Kim Starr (murta), Mzelle Laure (amendoeira), usuários do flickr Lourdes (cacto), mauroguanandi (goiabeira), e usuário do Wikimedia Rasbak (ameixeira).

12.2 Icosandria Digynia (“vinte machos e duas fêmeas”), vinte estames e dois pistilos em uma flor hermafrodita: Crataegus (espinheiros-alvares e sorvas).

12.3 Icosandria Trigynia (“vinte machos e três fêmeas”), vinte estames e três pistilos em uma flor hermafrodita: Sorbus (mais sorvas), Sesuvium (beldroega-da-praia).

O espinheiro-alvar-vermelho (Crataegus coccinea, esquerda) estava na ordem Icosandria Digynia, enquanto a tramazeira (Sorbus aucuparia, centro) e a beldroega-da-praia (Sesuvium portulacastrum) estavam na ordem Icosandria Trigynia. Créditos a Eric Guinther (beldroega-da-praia) e usuário do Wikimedia VoDeTan2 (espinheiro-alvar).

O espinheiro-alvar-vermelho (Crataegus coccinea, esquerda) estava na ordem Icosandria Digynia, enquanto a tramazeira (Sorbus aucuparia, centro) e a beldroega-da-praia (Sesuvium portulacastrum) estavam na ordem Icosandria Trigynia. Créditos a Eric Guinther (beldroega-da-praia) e usuário do Wikimedia VoDeTan2 (espinheiro-alvar).

12.4 Icosandria Pentagynia (“vinte machos e cinco fêmeas”), vinte estames e cinco pistilos em uma flor hermafrodita: Mespilus (nespereira-europeia, piracanta, amelanqueiro etc), Pyrus (pereira, macieira, marmeleiro), Tetragonia (tetragônias), Mesembryanthemum (plantas-de-gelo),  Aizoon (imortais), Spiraea (doces-do-prado, buquês-de-noiva), Dalibarda (dalibarda).

A ordem Icosandria Pentagynia incluía (da esquerda para a direita, de cima para baixo) a nespereira-europeia (Mespilus germanica), a pereira-comum (Pyrus communis), a planta-de-gelo-comum (Mesembryanthemum crystallinum), o imortal-das-Canárias (Aizoon canariense), o doce-do-prado-comum (>Spiraea tomentosa) e a dalibarda (Dalibarda repens). Créditos a H. Zell (nespereira), Hans Bernhard (planta-de-gelo), Gabrielle Kothe-Heinrich (imortal), Steven G. Johnson (doce-do-prado) e usuário do Wikimedia Jomegat (dalibarda).

A ordem Icosandria Pentagynia incluía (da esquerda para a direita, de cima para baixo) a nespereira-europeia (Mespilus germanica), a pereira-comum (Pyrus communis), a planta-de-gelo-comum (Mesembryanthemum crystallinum), o imortal-das-Canárias (Aizoon canariense), o doce-do-prado-comum (>Spiraea tomentosa) e a dalibarda (Dalibarda repens). Créditos a H. Zell (nespereira), Hans Bernhard (planta-de-gelo), Gabrielle Kothe-Heinrich (imortal), Steven G. Johnson (doce-do-prado) e usuário do Wikimedia Jomegat (dalibarda).

12.5 Icosandria Polygynia (“twenty males and many females”), twenty stamens and many pistils in a hermaphrodite flower: Rosa (roseiras), Rubus (sarças e framboesas), Fragaria (morangos), Potentilla (cinco-em-ramas), Tormentilla (mais cinco-em-ramas), Geum (cravoilas), Dryas (dríades), Comarum (cinco-em-rama-do-brejo), Calycanthus (carólia).

A ordem Icosandria Polygynia incluía (da esquerda para a direita, de cima para baixo) a roseira-francesa (Rosa gallica), a framboeseira-vermelha (Rubus idaeus), o morangueiro-selvagem (Fragaria vesca), o cinco-em-rama-de-enxofre (Potentilla recta), o cinco-em-rama-europeu (Tormentilla reptans, agora Potentilla reptans), a erva-benta (Geum urbanum), a dríade-branca (Dryas octopetala), o cinco-em-rama-do-brejo (Comarum palustre), e a carólia (Calycanthus floridus). Créditos a Bogdan Giuşcă (roseira), Sander van der Molen (morangueiro), Enrico Blasutto (cinco-em-rama-europeu), Randy A. Nonemacher (erva-benta), Isidre Blanc (dríade), e usuários do Wikimedia Wo st 01 (framboeseira), AnRo0002 (cinco-em-rama-de-enxofre), Beentree (cinco-em-rama-do-brejo) e Phyzome (carólia).

A ordem Icosandria Polygynia incluía (da esquerda para a direita, de cima para baixo) a roseira-francesa (Rosa gallica), a framboeseira-vermelha (Rubus idaeus), o morangueiro-selvagem (Fragaria vesca), o cinco-em-rama-de-enxofre (Potentilla recta), o cinco-em-rama-europeu (Tormentilla reptans, agora Potentilla reptans), a erva-benta (Geum urbanum), a dríade-branca (Dryas octopetala), o cinco-em-rama-do-brejo (Comarum palustre), e a carólia (Calycanthus floridus). Créditos a Bogdan Giuşcă (roseira), Sander van der Molen (morangueiro), Enrico Blasutto (cinco-em-rama-europeu), Randy A. Nonemacher (erva-benta), Isidre Blanc (dríade), e usuários do Wikimedia Wo st 01 (framboeseira), AnRo0002 (cinco-em-rama-de-enxofre), Beentree (cinco-em-rama-do-brejo) e Phyzome (carólia).

13. Polyandria (“muitos machos”)

“Muitos maridos em cada casamento”, isto é, muitos estames em uma flor hermafrodita.

13.1 Polyandria Monogynia (“muitos machos e uma fêmea”), muitos estames e um pistilo em uma flor hermafrodita: Lecythis (sapucaias), Marcgravia (patas-de-macaco), Morisonia (morissônia), Capparis (alcaparras), Actaea (acteias), Bocconia (bocônia), Sanguinaria (sanguinária), Podophyllum (maçã-de-maio), Chelidonium (quelidônias), Papaver (papoulas), Argemone (cardos-santos), Cambogia (gamboja), Muntingia (calabura), Sarracenia (sarracênias), Nymphaea (ninfeias), Bixa (urucuzeiro), Sloanea (sapopemas), Prockia (guaí), Laetia (lécia), Seguieria (limoeiro-do-mato), Mammea (abricós), Grias (pera-anchova), Ochna (ocnas), Chrysobalanus (guajuru), Calophyllum (tamanus), Tilia (tílias), Microcos (xiral), Elaeocarpus (oliva-do-Ceilão), Delima (uma espécie desconhecida), Mesua (pau-ferro-do-Ceilão), Vateria (vatéria), Lagerstroemia (extremosa), Thea (chá), Caryophyllus (cravo-da-índia), Mentzelia (estrelas-flamejantes), Plinia (pitangões), Cistus (cistos), Corchorus (jutas).

A diversa ordem Polyandria Monogynia incluía (da esquerda para a direita, de cima para baixo): marmita-de-macaco (Lecythis olaria), pata-de-macaco-comum (Marcgravia umbellata), alcaparra-comum (Capparis spinosa), erva-cristóvão (Actaea spicata), bocônia (Bocconia frutescens), sanguinária (Sanguinaria canadensis), maçã-de-maio (Podophyllum peltatum), quelidônia-maior (Chelidonium majus), papoula-dormideira (Papaver somniferum), cardo-santo-mexicano (Argemone mexicana), calabura (Muntingia calabura), sarracênia-roxa (Sarracenia purpúrea), ninfeia-branca (Nymphaea alba), urucuzeiro (Bixa orellana), abricó-do-Pará (Mammea americana), guajuru (Chrysobalanus icaco), tamanu (Calophyllum inophyllum), tília-americana (Tilia americana), oliva-do-Ceilão (Elaeocarpus serratus), pau-ferro-do-Ceilão (Mesua ferrea), vatéria-comum (Vateria indica), extremosa (Largestroemia indica), chá (Thea sinensis, agora Camellia sinensis), cravo-da-Índia (Caryophyllus aromaticus, agora Syzygium aromaticum), cisto-negro (Cistus monspeliensis), juta-comum (Corchorus olitorius). Créditos a Pau Cabot (alcaparra), H. Zell (erva-cristóvão), Forest & Kim Starr (bocônia, guajuru, tamanu), Nicholas A. Tonelli (sanguinária), Hedwig Storch (maçã-de-maio, ninfeia), Angie Harms (papoula), Bruno Navez (cardo-santo), Denis Conrado (urucuzeiro), Fritz Flohr Reynolds (tília), Lionel Allorge (extremosa), Meneerke Bloem (cravo-da-Índia), Joaquim Alves Gaspar (cisto), e usuários do Wikimedia Nvivas (marmita-de-macaco), Marcoarbo (abricó-do-Pará), Vinayaraj (oliva-do-Ceilão, pau-ferro-do-Ceilão), Forestowlet (vatéria), apple2000 (juta).

A diversa ordem Polyandria Monogynia incluía (da esquerda para a direita, de cima para baixo): marmita-de-macaco (Lecythis olaria), pata-de-macaco-comum (Marcgravia umbellata), alcaparra-comum (Capparis spinosa), erva-cristóvão (Actaea spicata), bocônia (Bocconia frutescens), sanguinária (Sanguinaria canadensis), maçã-de-maio (Podophyllum peltatum), quelidônia-maior (Chelidonium majus), papoula-dormideira (Papaver somniferum), cardo-santo-mexicano (Argemone mexicana), calabura (Muntingia calabura), sarracênia-roxa (Sarracenia purpúrea), ninfeia-branca (Nymphaea alba), urucuzeiro (Bixa orellana), abricó-do-Pará (Mammea americana), guajuru (Chrysobalanus icaco), tamanu (Calophyllum inophyllum), tília-americana (Tilia americana), oliva-do-Ceilão (Elaeocarpus serratus), pau-ferro-do-Ceilão (Mesua ferrea), vatéria-comum (Vateria indica), extremosa (Largestroemia indica), chá (Thea sinensis, agora Camellia sinensis), cravo-da-Índia (Caryophyllus aromaticus, agora Syzygium aromaticum), cisto-negro (Cistus monspeliensis), juta-comum (Corchorus olitorius). Créditos a Pau Cabot (alcaparra), H. Zell (erva-cristóvão), Forest & Kim Starr (bocônia, guajuru, tamanu), Nicholas A. Tonelli (sanguinária), Hedwig Storch (maçã-de-maio, ninfeia), Angie Harms (papoula), Bruno Navez (cardo-santo), Denis Conrado (urucuzeiro), Fritz Flohr Reynolds (tília), Lionel Allorge (extremosa), Meneerke Bloem (cravo-da-Índia), Joaquim Alves Gaspar (cisto), e usuários do Wikimedia Nvivas (marmita-de-macaco), Marcoarbo (abricó-do-Pará), Vinayaraj (oliva-do-Ceilão, pau-ferro-do-Ceilão), Forestowlet (vatéria), apple2000 (juta).

13.2 Polyandria Digynia (“muitos machos e duas fêmeas”),  muitos estames e dois pistilos em uma flor hermafrodita: Paeonia (peônias), Curatella (curatela), Calligonum (orta).

13.3 Polyandria Trigynia (“muitos machos e três fêmeas”), muitos estames e dois pistilos em uma flor hermafrodita: Delphinium (esporinhas), Aconitum (ervas-de-lobo).

A peônia-comum (Paeonia officinalis, esquerda) e a orta (Calligonum polygonoides, centro-esquerda) estavam na ordem Polyandria Digynia, enquanto a esporinha-vela (Delphinium elatum), centro-direita) e a erva-de-lobo-do-norte (Acontinum lycoctonum, direita) estavam na ordem Polyandria Trigynia. Créditos a H. Zell (peônia), Antti Bilund (erva-de-lobo) e usuários do Wikimedia LRBurdak (orta) e Bff (esporinha).

A peônia-comum (Paeonia officinalis, esquerda) e a orta (Calligonum polygonoides, centro-esquerda) estavam na ordem Polyandria Digynia, enquanto a esporinha-vela (Delphinium elatum), centro-direita) e a erva-de-lobo-do-norte (Acontinum lycoctonum, direita) estavam na ordem Polyandria Trigynia. Créditos a H. Zell (peônia), Antti Bilund (erva-de-lobo) e usuários do Wikimedia LRBurdak (orta) e Bff (esporinha).

13.4 Polyandria Tetragynia (“muitos machos e quatro fêmeas”), muitos estames e quatro pistilos em uma flor hermafrodita: Tetracera (cipós-chifre).

13.5 Polyandria Pentagynia (“muitos machos e cinco fêmeas”), muitos estames e cinco pistilos em uma flor hermafrodita: Aquilegia (luva-de-nossa-senhora), Nigella (damas-entre-verdes), Reaumuria (reaumúria).

13.6 Polyandria Hexagynia (“muitos machos e seis fêmeas”), muitos estames e seis pistilos em uma flor hermafrodita: Stratiotes (soldado-d’água).

O cipó-cifre-comum (Tetracera volubilis, esquerda) era a única espécie na ordem Polyandria Tetragynia; a luva-de-nossa-senhora-comum (Aquilegia vulgaris, centro-esquerda) e a dama-entre-verdes (Nigella damascena, centro-direita) estavam na ordem Polyandria Pentagynia; e o soldado-d’água (Stratiotes aloides, direita) era a única espécie na ordem Polyandria Hexagynia. Créditos a Daniel H. Janzen (cipó-chifre), Isidre Blanc (luva-de-nossa-senhora), Christian Fischer (soldado-d’água).

O cipó-cifre-comum (Tetracera volubilis, esquerda) era a única espécie na ordem Polyandria Tetragynia; a luva-de-nossa-senhora-comum (Aquilegia vulgaris, centro-esquerda) e a dama-entre-verdes (Nigella damascena, centro-direita) estavam na ordem Polyandria Pentagynia; e o soldado-d’água (Stratiotes aloides, direita) era a única espécie na ordem Polyandria Hexagynia. Créditos a Daniel H. Janzen (cipó-chifre), Isidre Blanc (luva-de-nossa-senhora), Christian Fischer (soldado-d’água).

13.7 Polyandria Polygynia (“muitos machos e muitas fêmeas”), muitos estames e muitos pistilos em uma flor hermafrodita: Dillenia (maçã-de-elefante), Liriodendron (tulipeira), Magnolia (magnólias), Michelia (champaca), Uvaria (uvária e cazura), Annona (araticuns), Anemone (anêmonas), Atragene (clemátis e anêmonas), Clematis (clemátis), Thalictrum (taliestros), Adonis (adônis), Ranunculus (ranúnculos), Trollius (globos-de-ouro), Isopyrum (isópiros), Helleborus (heléboros), Caltha (malmequer-do-brejo), Hyrastis (selo-dourado).

A heterogênea ordem Polyandria Polygynia incluía (da esquerda para a direita, de cima para baixo): maçã-de-elefante (Dillenia indica), tulipeira (Liriodendron tulipifera), magnólia-branca (Magnolia grandiflora), champaca (Michelia champaca, agora Magnolia champaca), fruta-do-conde (Annona squamosa), anêmona-papoula (Anemone coronaria), clemátis-dos-Alpes (Atragene alpina, agora Clematis alpina), clemátis-roxa (Clematis viticella), taliestro-precoce (Thalictrum dioicum), olho-de-faisão (Adonis annua), ranúnculo-da-Pérsia (Ranunculus asiaticus), botão-de-ouro-europeu (Trollius europaeus), isópiro-comum (Isopyrum thalictroides), heléboro-negro (Helleborus niger), malmequer-do-brejo (Caltha palustris), selo-dourado (Hydrastis canadensis). Créditos a Shamim Munshi (maçã-de-elefante), Bruce Marlin (tulipeiro), Anna Anichkova (magnólia), Denis Conrado (champaca), Meneerke Bloem (fruta-do-conde), Zachi Evenor (anêmona, ranúnculo), Enrico Blasutto (clemátis-dos-Alpes), Frank Liebig (clemátis-roxa), Alberto Salguero (olho-de-faisão), H. Zell (botão-de-ouro), Isidre Blanc (malmequer-do-brejo), Ryan Hagerty (selo-dourado), e usuários do Wikimedia Cbaile19 (taliestro) e Wildfeuer (héloboro).

A heterogênea ordem Polyandria Polygynia incluía (da esquerda para a direita, de cima para baixo): maçã-de-elefante (Dillenia indica), tulipeira (Liriodendron tulipifera), magnólia-branca (Magnolia grandiflora), champaca (Michelia champaca, agora Magnolia champaca), fruta-do-conde (Annona squamosa), anêmona-papoula (Anemone coronaria), clemátis-dos-Alpes (Atragene alpina, agora Clematis alpina), clemátis-roxa (Clematis viticella), taliestro-precoce (Thalictrum dioicum), olho-de-faisão (Adonis annua), ranúnculo-da-Pérsia (Ranunculus asiaticus), botão-de-ouro-europeu (Trollius europaeus), isópiro-comum (Isopyrum thalictroides), heléboro-negro (Helleborus niger), malmequer-do-brejo (Caltha palustris), selo-dourado (Hydrastis canadensis). Créditos a Shamim Munshi (maçã-de-elefante), Bruce Marlin (tulipeiro), Anna Anichkova (magnólia), Denis Conrado (champaca), Meneerke Bloem (fruta-do-conde), Zachi Evenor (anêmona, ranúnculo), Enrico Blasutto (clemátis-dos-Alpes), Frank Liebig (clemátis-roxa), Alberto Salguero (olho-de-faisão), H. Zell (botão-de-ouro), Isidre Blanc (malmequer-do-brejo), Ryan Hagerty (selo-dourado), e usuários do Wikimedia Cbaile19 (taliestro) e Wildfeuer (héloboro).

Assim concluímos a primeira leva de plantas. A partir da próxima postagem entraremos no mundo das flores menos regulares.

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Referências:

Linnaeus, C. 1758. Systema Naturae per Regna Tria Naturae…

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Sexta Selvagem: Orquídea-de-Darwin

por Piter Kehoma Boll

Orquídeas compreendem uma das mais numerosas famílias de plantas, então está mais do que na hora de ter uma orquídea na Sexta Selvagem. E qual escolha poderia ser melhor que a orquídea-de-Darwin, Angraecum sesquipedale?

Nativa de Madagascar, a orquídea-de-Darwin tem belas flores brancas em forma de estrela com uma aparência cerosa que são produzidas na natureza de Junho a Setembro. É uma orquídea epífita, crescendo em árvores, e suas raízes podem atingir vários metros de comprimento em torno dos troncos das árvores.

As flores brancas cerosas da orquídea-de-Darwin. Note os longos esporões pendendo das flores. Foto de Wildred Duckitt*.

As flores brancas cerosas da orquídea-de-Darwin. Note os longos esporões pendendo das flores. Foto de Wildred Duckitt*.

A característica mais distinta dessa espécie é a presença de um esporão muito longo, um tubo de até 43 cm de comprimento que contém o néctar. O epíteto “sesquipedale” é dado devido a essa estrutura, significando “um pé e meio de comprimento” em Latin, referindo-se ao comprimento do final do esporão à ponta da sépala dorsal. Após examinar várias flores, o naturalista Charles Darwin previu a existência de um polinizador com uma probóscide que seria longa o suficiente para atingir o néctar no final da espora. Mais tarde, Alfred Wallace notou que a mariposa-esfinge-de-Morgan (Xanthopan morganii), encontrada na África Oriental, possui uma probóscide quase longa o bastante para atingir o néctar e sugeriu que os naturalistas procurassem por espécies similares em Madagascar. De fato, algum tempo depois, espécimes da mariposa-esfinge-de-Morgan com uma probóscide muto longa, longa o bastante para atingir o final da espora, foram encontradas em Madagascar, confirmando a previsão de Darwin. Infelizmente isso aconteceu somente depois da morte de Darwin, de forma que ele nunca ficou sabendo da descoberta…

Atualmente há muitos cultivares e híbridos da orquídea-de-Darwin ao redor de todo o mundo.

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Referências:

Nilsson, L. A. 1988. The evolution of flowers with deep corolla tubes. Nature, 333: 147-149. DOI: 10.1038/334147a0

Wikipedia. Angraecum sesquipedale. Disponível em: < https://en.wikipedia.org/wiki/Angraecum_sesquipedale >. Acesso em 18 de junho de 2016.

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Briga biológica: Devemos trazer os mamutes de volta?

por Piter Kehoma Boll

Todo mundo conhece os incríveis grandes animais que são encontrados na África e no Sudeste da Ásia. Elefantes, girafas, rinocerontes, hipopótamos, cavalos, leões, tigres… essas grandes criaturas, a maioria mamíferos, são geralmente chamadas de megafauna, a “grande fauna”.

Mamíferos tão grandes quanto o elefante-africano-da-savana já vagaram pelas Américas. Foto do usuário do flickr nickmandel2006*.

Mamíferos tão grandes quanto o elefante-africano-da-savana já vagaram pelas Américas. Foto do usuário do flickr nickmandel2006*.

As Américas outrora também tinham uma impressionante megafauna, cheia de mastodontes, mamutes, preguiças gigantes, tatus gigantes e tigres-dentes-de-sabre. Hoje em dia ela é restrita a alguns ursos e onças. O que aconteceu com o resto deles? Bem, a maioria se extinguiu no final do Pleistoceno, cerca de 11 mil anos atrás.

A América do Sul já teve mamíferos tão grandes quanto o elefante-Africano-da-savana, tal como a preguça-gigante. Imagem de Dmitry Bogdanov** (dibdg.deviantart.com)

A América do Sul já teve mamíferos tão grandes quanto o elefante-Africano-da-savana, tal como a preguiça-gigante. Imagem de Dmitry Bogdanov** (dibdg.deviantart.com)

Visto que os humanos já habitavam as Américas nesta época, sempre se especulou se humanos tiveram algo a ver com a extinção. É verdade que hoje em dia centenas, milhares de espécies estão ameaçadas devido a atividades humanas, então é fácil pensar que humanos são a melhor explicação para a extinção, mas há 10 mil anos o número de humanos no planeta era milhares de vezes menor do que é hoje e nossa tecnologia ainda era muito primitiva, de forma que é improvável que pudéssemos caçar uma espécie até a extinção nesse período… se estivéssemos trabalhando sozinhos.

Não, não estou falando de humanos cooperando com aliens! Nosso camarada foi a famosa mudança climática. Períodos de extremo calor durante o pleistoceno parecem ter tido um forte impacto sobre populações de muitos grandes mamíferos e, com a ajuda de humanos caçando-os e se espalhando como uma espécie invasora, os pobres gigantes pereceram.

Le Mammouth por Paul Jamin

Le Mammouth por Paul Jamin

Isso aconteceu há mais de 10 mil anos, DEZ MIL ANOS.

Na África, elefantes e grandes carnívoros são bem conhecidos pela sua importância em estruturar comunidades, especialmente devido às interações tróficas que moldam outras populações. A megafauna extinta das Américas muito provavelmente tinha o mesmo impacto no ecossistema. Como resultado, sugestões para restaurar esta megafauna extinta foram propostas, seja por clonagem de espécies extintas ou, mais plausivelmente, pela introdução de espécies com um papel ecológico similar.

Svenning et al. (2015) revisaram o assunto e argumentaram em favor da reintroduão da megafauna para restaurar papéis ecológicos perdidos no Pleistoceno, uma ideia chamada de “renaturalização pleistocênica” ou “renaturalização trófica”, como eles preferem. Eles apresentam alguns mapas que mostram a distribuição atual de grandes mamíferos e sua distribuição histórica no Pleistoceno, a qual eles chamam de “natural”. Eles também propõem algumas espécies para serem introduzidas de forma a substituir aquelas extintas, incluindo substituições de espécies extintas há até 30 mil anos. Agora isso é uma boa ideia? Eles acham que é, e um dos exemplos usados é a reintrodução de lobos no Parque Nacional de Yellowstone. Mas lobos são estavam extintos ali por milênios, nem são uma espécie diferente que substituiria o papel de uma extinta.

Uma alcateia de lobos no Parque Nacional de Yellowstone.

Uma alcateia de lobos no Parque Nacional de Yellowstone.

Rubenstein & Rubenstein (2016) criticaram a ideia, argumentando que deveríamos focar em proteger os ecossistemas restantes e não em tentar restaurar aqueles que foram corrompidos milhares de anos atrás. Eles também argumentam que usar espécies similares pode ter consequências não intencionadas. Svenning et al. responderam que isso é apenas uma opinião e que um programa sistemático de pesquisa em renaturalização trófica deveria ser desenvolvido. A reintrodução de cavalos no Novo Mundo e suas consequências não-catastróficas são outro ponto usado para responder às críticas.

Então qual é sua opinião? Devemos trazer mamutes, mastodontes, preguiças gigantes e tigres-dentes-de-sabre de volta? Devemos introduzir elefantes e leões nas Américas para desempenharem o papel que mastodontes e esmilodontes tinham?

Minha opinião é não. A ideia pode parecer bela, mas penso que é na verdade fantástica, fabulosa demais e sensacionalista. Cavalos podem ter voltado às Américas sem trazer destruição, mas não podemos ter certeza de nada, mesmo com vários estudos teóricos e em pequena escala. Todos sabemos o quão frequentemente introduzir espécies dá errado, muito errado. Olhem para os pobres Austrália e Havaí, por exemplo. Além disso, esses mamíferos gigantes se etinguiram HÁ DEZ MIL ANOS. Certamente os ecossistemas se adaptaram à sua extinção. A vida sempre encontra um jeito. Há ameaças piores a esses ecossistemas que devem ser abordadas, tal como a destruição iminente para construir mais cidades e criar mais gado e plantações.

Superem. Os mamutes se foram. Vamos tentar salvar os elefantes em vez disso, mas sem trazê-los para o cerrado brasileiro. Eles não pertencem a esse lugar. Eles pertencem à savana africana.

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Referências:

Rubenstein, D. R.; Rubenstein, D. I. From Pleistocene to trophic rewilding: A wolf in sheep’s clothing. PNAS, 113(1): E1. DOI: 10.1073/pnas.1521757113

Svenning, J-C.; Pedersen, P. B. M.; Donlan, C. J.; Ejrnæs, R.; Faurby, S.; Galetti, M.; Hansen, D. M.; Sandel, B.; Sandom, C. J.; Terborgh, J. W.; Vera, F. W. M. 2016. Science for a wilder Anthropocene: Synthesis and future directions for trophic rewilding research. PNAS, 113(4): 898-906. DOI: 10.1073/pnas.150255611

Svenning, J-C.; Pedersen, P. B. M.; Donlan, C. J.; Ejrnæs, R.; Faurby, S.; Galetti, M.; Hansen, D. M.; Sandel, B.; Sandom, C. J.; Terborgh, J. W.; Vera, F. W. M. 2016. Time to move on from ideological debates on rewilding. PNAS, 113(1): E2-E3. DOI: 10.1073/pnas.1521891113

Wade, L. 2016. Giant jaguars, colossal bears done in by deadly combo of humans and heat. Science News. DOI: 10.1126/science.aag0623

Wade, L. 2016. Humans spread through South America like an invasive species. Science News. DOI: 10.1126/science.aaf9881

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*Creative Commons License
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Novas espécies: 3ª semana de junho

por Piter Kehoma Boll

Aqui está uma lista de espécies descritas de 15 a 21 de junho. Ela certamente não inclui todas as espécies descritas. A maior parte das informações vem dos jornais Mycokeys, Phytokeys, Zookeys, Phytotaxa, Zootaxa, International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology e Systematic and Applied Microbiology.

Microplecostomus forestii Silva, Roxo, Orrego & Oliveira, um novo cascudo do rio Tocantins, Brasil.

Microplecostomus forestii Silva, Roxo, Orrego & Oliveira, um novo cascudo da bacia do Rio Tocantins, Brasil.

SARs

Plantas

Fungos

Esponjas

Moluscos

Nematódeos

Tardígrados

Aracnídeos

Crustáceos

Hexápodes

Peixes de nadadeiras rajadas

Lissanfíbios

Répteis

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Por que timina no lugar da uracila?

por Piter Kehoma Boll

(Esta postagem foi inicialmente publicada no meu blog Poisor Tristesi, agora quase inativo. Uma versão em inglês também foi publicada no Earthling Nature)

Anos atrás, enquanto eu estava na aula de Técnicas de Diagnóstico Molecular, uma dúvida interessante brotou: por que o DNA usa timina ao invés de uracila, como faz o RNA?

Espero que todos lendo isso conheçam ácidos nucleicos e saibam a diferença entre DNA e RNA. Uma revisão rápida:

RNA (ácido ribonucleico) é um polímero feito de ribonucleotídeos, moléculas compostas feitas de três partes ou moléculas menores: uma base nitrogenada (adenina, uracila, citosina ou guanina), um açúcar ribose e um grupo fosfato.

DNA (ácido desoxirribonucleico) é similar, mas ao invés de uracila ele tem timina, e ao invés de ribose ele tem desoxirribose, de forma que ele é formado de desoxirribonucleotídeos. Outra diferença é que o DNA é uma cadeia dupla torcida helicoidalmente, onde duas bases nitrogenadas (uma de cada cadeia) são conectadas. Adenina é sempre conectada com timina e citosina sempre com guanina, de forma que uma cadeia sempre depende da outra.

Atualmente é aceito que o RNA foi o primeiro ácido nucleico a existir e que o DNA evoluiu dele, de forma que diferenças no açúcar e nas bases nitrogenadas devem ter alguma vantagem.

Para entender isso, vamos dar uma olhada na estrutura da uracila:

Uracila

Uracila

A única diferença entre ela e a timina é a presença de um grupo metil na timina:

Timina

Timina

De fato, a timina também é chamada de 5-metiluracila. Mas vamos à explicação:

Enquanto nucleotídeos são sintetizados, os nucleotídeo-monofosfatos (NMPs), isto é, o conjunto base nitrogenada + açúcar + fosfato é desidroxilado, criando 2′-desoxi-nucleotídeo-monofosfatos (dNMPs), isto é, GMP, AMP, CMP e UMP (para guanina, adenina, citosina e uracila) são modificados para dGMP, dAMP, dCMP e dUMP.

Esta modificação por desidroxilação demonstrou que ela torna as ligações fosfodiéster (as ligações entre fosfatos e o açúcar) menos suscetíveis a hidrólise e dano por radiação UV. Ela assegura que a molécula de DNA não será tão facilmente quebrada quanto uma molécula de RNA, o que é muito útil visto que o DNA carrega toda a informação para construir o organismo.

Depois da desidroxilação dos nucleotídeo-monofosfatos, o próximo passo, catalizado por ácido fólico, adiciona um grupo metil à uracila para formar uma timina, assim transformando dUMP em dTMP.

Há muitas explicações para isso:

1. Apesar da tendência da uracila de se parear com adenina, ela também pode se parear com outras bases, incluindo ela própria. Adicionando um grupo metil (que é hidrofóbico) e transformando-a em timina, sua posição é reorganizada na dupla-hélice, não permitindo que esses pareamentos errados occorram.

2. A citosina pode desaminar para se transformar em uracila. Você pode ver na imagem abaixo que a única diferença entre elas é a mudança de um O na uracila para um NH2 na citosina. O problema é que, se a uracila fosse um componente do DNA, os sistemas de reparos não seriam capazes de distinguir uma uracila original de uma uracila originada por desaminação de citosina. Assim usar timina no lugar torna a situação mais fácil e mais estável, já que qualquer uracila dentro do DNA precisa vir de uma citosina e assim ela pode ser substituída por uma nova citosina.

Citosina

Citosina

Isso não evoluiu para esse propósito, é claro. A evolução não pode predizer o que acontece. Provavelmente durante os primeiros estágios da vida, um erro eventual mudou a uracila para timina e se mostrou mais estável para levar a informação, visto que tal molécula não seria destruída tão facilmente e assim seria bem-sucedida para passar seu “layout” para a próxima geração.

Isso me fazer pensar… Será que uma forma de vida alienígena encontrou uma maneira alternativa de lidar com a instabilidade do RNA (ou algo equivalente)?

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Principal Referência:

Jonsson, J. (1996). The Evolutionary Transition from Uracil to Thymine Balances the Genetic Code Journal of Chemometrics, 10, 163-170 DOI: 10.1002/(SICI)1099-128X(199603)10:2

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Sexta Selvagem: Besouro-de-Hitler

por Piter Kehoma Boll

Há tantos besouros neste mundo que eles são os mais frequentes na Sexta Selvagem. Também há tantos deles que até mesmo Adolf Hitler tem um para si e este pobre animal vai ser apresentado aqui hoje. Seu nome é Anophthalmus hitleri, o besouro-de-Hitler.

Este pobre camarada foi nomeado em 1937 quando Hitler tinha acabado de se tornar Chanceler da Alemanha. Apesar do mau gosto, não há regras na nomenclatura zoológica que permitiriam que esse nome fosse trocado só porque homenageia um dos humanos mais atrozes da História.

O besouro-de-Hitler é tosco e sem graça e, para piorar sua vida, foi nomeado em honra a Hitler. Foto de Michael Munich*.

O besouro-de-Hitler é tosco e sem graça e, para piorar sua vida, foi nomeado em honra a Hitler. Foto de Michael Munich*.

Agora o que mais podemos dizer desse inseto condenado? Não muito, eu temo. Ele é encontrado nos sistemas de cavernas da Eslovênia e é considerado um troglobionte, isto é, uma espécie completamente adaptada a viver no subsolo. Como a maioria dessas espécies, o besouro-de-Hitler não tem olhos, já que a visão é inútil na escuridão permanente das cavernas. Pouco, se não nada, é conhecido de sua ecologia. Ele é um besouro carabídeo, então provavelmente se alimenta de outros invertebrados, caçando-os.

Passando a vida inteira dentro de uma caverna, o besouro-de-Hitler não é colorido e nem tem estruturas extravagantes, mas seu nome infeliz o fez famoso. Ao menos o pobre animal nunca vai saber.

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Referências:

Novak, T.; Perc, M.; Lipovšek, S.; Janžekovič, F. 2012. Duality of terrestrial subterranean fauna. International Journal of Speleology, 41(2): 181–188.

Wikipedia. Anophthalmus hitleri. Available at: < https://en.wikipedia.org/wiki/Anophthalmus_hitleri >. Access on June 17, 2016.

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