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Sexta Selvagem: Tapiti

por Piter Kehoma Boll

O que seria melhor para celebrar a Páscoa que trazer um coelhinho para a Sexta Selvagem?

Conheça o tapiti (Sylvilagus brasiliensis), também conhecido como coelho-do-mato ou, no Brasil, muitas vezes simplesmente como lebre. É um coelho muito fofo encontrado do sudeste do México até o norte da Argentina e o sul do Brasil, sendo a espécie de coelho mais disseminada na América do Sul.

Fofo como qualquer coelho, o tapiti também é bem camuflado. Foto de Dick Culbert.

Fofo como qualquer coelho, o tapiti também é bem camuflado. Foto de Dick Culbert.

Medindo cerca de 30 cm de comprimento e tendo um dorso marrom com um salpicado preto, o tapiti pode se esconder facilmente em seu ambiente, o qual inclui florestas, cerrados e campos do nível do mar até 4.800 m de altitude. A aparência camuflada é provavelmente a razão de ser avistado tão raramente, mesmo sendo uma espécie muito comum. O fato de também ser ativo principalmente durante a alvorada e o ocaso também diminui as chances de ser visto propriamente. A IUCN o classifica como “Pouco Preocupante”.

Se você mora nas Américas Central e do Sul, tente prestar atenção enquanto caminha pelo mato. Talvez tenha a oportunidade de avistar algum.

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Referências:

Wikipedia. Tapeti. Disponível em: < https://en.wikipedia.org/wiki/Tapeti >. Accesso em 24 de março de 2016.

EOL – Encyclopedia of Life. Sylvilagus brasiliensis. Disponível em: < http://eol.org/pages/118008/ >. Accesso em 24 de Março de 2016.

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Arquivado em mamíferos, Sexta Selvagem

Sexta Selvagem: Flor-cadáver

por Piter Kehoma Boll

Acho que a maioria de vocês já conhece a Rafflesia arnoldii, a flor-cadáver, visto que ela é bem popular por várias razões. Mas às vezes é legal mostrar os clássicos, certo?

Descrita em 1822 por Robert Brown, a flor-cadáver é notável por ter a maior entre todas as plantas com flores (e sem flores também). Seu nome científico honra seus dois descobridores, o estadista Sir Thomas Stamford Bingle Raffles e o botânico Joseph Arnold, os quais coletaram o primeiro espécime em 1818. Ela é conhecida das ilhas indonésias de Sumatra e Bornéu, ocorrendo em florestas secundárias e primárias. É uma das três flores nacionais da Indonésia.

Rafflesia arnoldii. Foto de Henrik Hansson*.

Rafflesia arnoldii. Foto de Henrik Hansson*.

Ainda há muitas outras coisas esquisitas sobre ela para mencionar. Seu nome comum, flor-cadáver, é devido ao fato de as flores cheirarem a carne podre para atrair moscas da carniça dos gêneros Lucilia e Sarcophaga que as polinizam. Além disso, Rafflesia arnoldii também é uma planta parasita, extraindo todos os nutrientes de que precisa das raízes e caules de cipós do gênero Tetrastigma, de forma que ela não tem nem raízes nem folhas e passa a maior parte de sua vida escondida dentro da planta parasitada. A única estrutura visível é a flor, a qual leva meses para crescer, mas se mantém aberta somente por poucos dias.

Atualmente a flor-cadáver não é avaliada pela IUCN, de forma que não está designada como ameaçada, mas a perturbação humana em seu hábitat natural, incluindo o ecoturismo, parece diminuir o número de flores que abrem a cada ano.

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Referências:

Brown, R. 1821. XV. An Account of a new Genus of Plants, named Rafflesia. Transactions of the Linnean Society of London, 13 (1), 201-234 DOI: 10.1111/j.1095-8339.1821.tb00062.x

KEW Royal Botanic Gardens: Rafflesia arnoldii (corpse flower). Disponível em: <http://www.kew.org/plants-fungi/Rafflesia-arnoldii.htm > Acesso em 8 de fevereiro de 2013.

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